Senador descarta assumir ministério em 2027, diz que Lula pretende promover rodízio na equipe e prevê primeiros anúncios após viagens internacionais
O senador Jaques Wagner (PT) afirmou nesta sexta-feira (6) que a Bahia manterá espaço no primeiro escalão do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que se inicia em 2027, e apontou o senador eleito e ex-ministro Rui Costa (PT) como um nome forte para continuar na Esplanada. Em entrevista ao programa Giro Baiana, do BNews, Wagner descartou deixar o Senado para assumir um ministério e alertou que a especulação antecipada de nomes na imprensa costuma prejudicar os cotados.
É óbvio que o tamanho da Bahia e o tamanho da importância da Bahia na economia nacional e na política nacional, vai ter ministro baiano. Quem vai ser o ministro baiano, eu não posso falar. Eu continuo senador, vou continuar ajudando, já continuei agora para aprovar a PEC da Segurança. Vamos aguardar um pouco, tem muita gente se autoproclamando, que eu acho que vai bater com o burro n’água, declarou.
Questionado especificamente sobre o futuro de Rui Costa, que deixou a Casa Civil para disputar e vencer a eleição para o Senado em outubro, Wagner avaliou que o correligionário conquistou a confiança de Lula, mas indicou que o presidente pretende fazer um rodízio nas pastas.
Eu acho que Rui, pelo trabalho que fez à frente da Casa Civil, ganhou a confiança do presidente Lula, ganhou o apreço do presidente Lula. O presidente Lula hoje tem uma relação com ele, na minha opinião, boa, muito boa. Não acho, aí eu não sei, não quero ficar dando pitaco, o presidente Lula disse que quer rodar as pessoas, ou seja, não manter no mesmo lugar. Então pode ser que não volte para a Casa Civil, mas tem uma porção de ministério importante que ele poderia tocar, analisou.
Sobre a condução da política econômica e as cobranças do mercado financeiro, Wagner relatou que Lula se reuniu na quinta-feira (5) com economistas e com o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad. Segundo o senador, os primeiros anúncios da nova equipe ministerial, possivelmente começando pela Fazenda, podem ocorrer após o retorno do presidente das viagens à Turquia, para a COP 31, e às Filipinas, previstas para a próxima semana.
O que ele disse é o seguinte: “Eu vou jogar sempre com responsabilidade fiscal lado a lado com responsabilidade social. Eu não vou matar gente de fome para dizer que eu tô cumprindo regra fiscal, e eu não vou também descumprir a regra fiscal para jogar para a galera”. Então, ele vai fazer o governo que sempre fez, equilibrado, concluiu Wagner.