O candidato a senador Rui Costa (PT) classificou a convivência institucional com os governos dos ex-presidentes Michel Temer e Jair Bolsonaro como o período mais desafiador de seus oito anos à frente do Governo da Bahia. Em entrevista à Regional FM, Rui relatou episódios de represálias orçamentárias com cortes de verbas federais e bloqueios burocráticos direcionados a obras e unidades de terapia intensiva do estado.
“Meu maior desafio foi governar com dois presidentes que não gostavam da Bahia e do Nordeste. Como diz o ditado popular: pior do que alguém não ajudar é ter alguém que atrapalha e persegue. No metrô de Salvador, metade do investimento era federal e a outra metade estadual. Depois do impeachment de Dilma, cortaram os repasses para tentar colocar a Bahia de joelhos e desmoralizar o nosso governo. Nós não recuamos: concluí o metrô 100% com recursos próprios do Estado, e os valores só foram ressarcidos a Jerônimo agora, no governo Lula”, relembrou Rui.
O ex-ministro denunciou ainda a recusa do Ministério da Saúde na habilitação de hospitais recém-construídos no interior. “Abri hospitais e dezenas de UTIs, como o Hospital Costa do Cacau e a ampliação de Irecê, e o Governo Federal não credenciou nenhum equipamento para não ter que repassar a sua cota do SUS. Eles seguravam os processos nas gavetas e o Estado teve que custear sozinho o funcionamento de tudo durante anos. Por isso é vital manter o alinhamento com Lula e Jerônimo, que resultou no maior volume de investimentos federais da história da Bahia nos últimos quatro anos”, assinalou.