Ao avaliar as tensões políticas entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) defendeu o retorno rigoroso de cada instituição aos limites previstos pela Constituição de 1988. Em pronunciamento na Regional FM, o postulante ao Senado apontou que a distorção orçamentária que transferiu R$ 55 bilhões do Poder Executivo para emendas individuais e de bancada não encontra paralelo em nenhuma democracia desenvolvida.
“Desde 2014, quando Aécio Neves contestou o resultado das urnas, e com o golpe de 2016 contra Dilma, as instituições no Brasil saíram da caixinha. O Legislativo não foi desenhado para ser executor de obras, mas usurpou R$ 55 bilhões do orçamento federal. Isso é o que chamo de ‘efeito aerossol’: você pega uma lata de 500 ml de Bom Ar, sacode, aperta o spray até o final e, quando olha, o líquido sumiu. É o que acontece hoje com as emendas. Metade do dinheiro de investimento do Brasil está sendo torrado de forma pulverizada, sem metas, sem planejamento e sem transparência”, criticou Rui.
O candidato sustentou que a superação da instabilidade institucional passa por disciplina jurídica. “O Legislativo avançou sobre o Executivo e o Judiciário também extrapolou suas funções, gerando crises contínuas. Precisamos reformar o sistema e garantir que cada Poder cumpra estritamente o seu papel constitucional. Sem previsibilidade e segurança jurídica, nenhum país consegue atrair investimentos privados de longo prazo”, alertou.