Salvador, 06/11/2026 15:10

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Jaques Wagner nega privatização da Bahiagás e diz que venda de ações à Mitsui dará lucro bilionário ao Estado

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Senador explica que Governo da Bahia apenas revenderá fatia comprada da Petrobras em 2022, mantendo a presidência e o controle da companhia

O senador Jaques Wagner (PT) negou nesta sexta-feira (6) que o Governo da Bahia pretenda privatizar a Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás) e afirmou que a negociação de parte das ações com a sócia japonesa Mitsui gerará um retorno financeiro superior a R$ 1 bilhão aos cofres estaduais. Em entrevista ao programa Giro Baiana, do BNews, o parlamentar rebateu críticas de setores sindicais e explicou que a operação apenas restabelecerá a composição acionária original da empresa mista, mantendo a presidência e o controle sob comando do Estado.

Segundo Wagner, a Bahiagás sempre operou por meio de um acordo de acionistas tripartite entre o Governo da Bahia, a Petrobras e a Mitsui, no qual as decisões exigem consenso e a presidência cabe à gestão estadual. Em 2022, quando a Petrobras decidiu vender sua participação na distribuidora baiana, o então governador Rui Costa (PT) exerceu o direito de preferência para adquirir as ações por um valor entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões.

Quando eles botaram para vender, a Petrobras, em 2022, e o preço tava simpático, o governador Rui Costa decidiu comprar essas ações. Então, atenção: nós aumentamos a nossa participação na Bahiagás. Se a gente não comprasse, a Mitsui podia ter comprado naquela época, ou qualquer pessoa de fora. Rui e a equipe dele avaliaram e disseram: “Não, eu vou comprar”. Comprou por, sei lá, 500, 400 e pouco, agora as ofertas estão girando em 1 bi e 200, detalhou o senador.

Wagner enfatizou que a revenda dessa fatia adicional não altera o poder de comando do Executivo baiano sobre a estatal.

Não tem privatização nenhuma, nós vamos voltar à situação que temos desde a criação da Bahiagás. Com todo o carinho e respeito pelos sindicalistas, não tem privatização nenhuma. A presidência continua na mão do governo, o acordo de acionistas continua. O que foi feito foi um belo de um negócio: compramos a participação da Petrobras por 500, vamos vender por mais de 1 bi, sem perder o direito de controle, até porque isso tá na questão constitucional. O presidente é indicado pelo governador e vai continuar indicado pelo governador, garantiu.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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