Senador menciona Geraldo Alckmin, Camilo Santana, Rafael Fonteles e Rui Costa como quadros presidenciáveis, mas ressalta que prioridade é a gestão a partir de 2027
O senador Jaques Wagner (PT) afirmou nesta sexta-feira (6) que a principal lição da campanha presidencial de 2026 para o campo governista é a necessidade de manter uma comunicação digital permanente com a sociedade civil ao longo do novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista ao programa Giro Baiana, do BNews, o parlamentar avaliou que a mobilização nas redes sociais foi determinante para superar a desvantagem do primeiro turno e projetou que o sucesso da gestão entre 2027 e 2030 definirá a força de Lula para indicar seu sucessor.
Primeiro a gente tem que aprender isso: que você não depende só de partido, você depende de motivar a sociedade em torno de uma bandeira, de uma causa. O abraço com as redes, ou seja, manter constante essa comunicação. Eu acho que ele, a partir dessa eleição, vai adotar mais esse contato direto, no sentido de ele estar interagindo com a rede, analisou Wagner.
Questionado sobre quais lideranças poderiam encabeçar a chapa governista na eleição presidencial de 2030, já que Lula não poderá concorrer novamente, o senador baiano afirmou que a discussão ainda é prematura, mas citou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e lideranças nordestinas como opções naturais do grupo.
Sobre 2030, sinceramente, a gente ainda tá no rescaldo do processo eleitoral. Qualquer ministro pode ser, o vice-presidente da República pode ser, o Geraldo Alckmin, um nordestino, pode ser Camilo Santana, pode ser Fonteles, pode ser Rui Costa. Eu vou sempre pregar renovação, ou seja, da gente puxar a moçada que tá chegando para chegar lá, disse.
Para o líder do governo, o peso político de Lula na escolha do candidato de 2030 estará diretamente atrelado às entregas administrativas dos próximos quatro anos.
Eu acho que agora a gente tem que falar de governar, fazer aquilo que o povo precisa e deixar para pensar em eleição lá mais para perto de 2030. Até porque, se o Lula 4, que é o quarto governo dele, for um sucesso, eu não tenho dúvida nenhuma que ele prepara a estrada para uma pessoa indicada por ele chegar melhor, como ele fez a Dilma em 2010, concluiu.