Salvador, 06/11/2026 15:11

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Jaques Wagner diz que Jerônimo se consolidou como “maestro do time” para montar novo secretariado e conduzir sucessão de 2030

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Senador afirma que aliados não reeleitos em 2026 terão solidariedade do grupo, mas descarta obrigação de acomodar todos no primeiro escalão

O senador Jaques Wagner (PT) afirmou nesta sexta-feira (6) que o governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT) conquistou plena autonomia política após a vitória nas urnas e atuará como o “maestro do time” tanto na reforma do secretariado estadual para 2027 quanto na condução da sucessão ao Palácio de Ondina em 2030. Em entrevista ao programa Giro Baiana, do BNews, o líder governista destacou que Jerônimo obteve mais votos na Bahia do que os dois senadores eleitos na chapa e negou que vá impor indicações para o novo gabinete.

No primeiro governo de Jerônimo, evidentemente, como ele tava chegando e ele veio pela força do grupo, houve muita pergunta lá e para cá. Agora, eu diria assim: ele se elegeu, concorda? Óbvio que tem o grupo, que tem os partidos, mas ele se elegeu. Foi o que teve o maior número de votos dos três. Ele tem toda a liberdade, eu tava com ele ontem em Brasília. É óbvio que ele vai conversar comigo, vai conversar com Rui, vai conversar com Otto, vai conversar com Carletto, vai conversar com Lídice, vai conversar com todo mundo, mas ele é o maestro do time e ele vai escolher, assim como em 2030 a mão dele vai pesar na indicação de quem será o candidato à sua sucessão, declarou Wagner.

Questionado sobre a notícia divulgada pela revista Piauí de que o senador eleito Rui Costa (PT) já estaria definido como o candidato do grupo ao governo estadual em 2030, Wagner reconheceu a força do ex-governador, mas ressaltou que o debate ainda não foi aberto e que uma nova aposta de renovação não está descartada.

Eu espero que a gente consiga maturar isso com mais tempo. O nome de Rui pode ser colocado? Evidente que pode ser colocado. É um ex-governador, ex-ministro, senador eleito, portanto é um nome que pode estar aí colocado. Ou pode se preparar um nome de renovação de novo, como foi feito com Jerônimo. Esse debate ainda não começou. Quem comanda esse debate, obrigatoriamente, é o governador Jerônimo, frisou.

Sobre a situação de parlamentares aliados que ficaram na suplência nas eleições de outubro, a exemplo dos deputados federais Zé Neto (PT), Lídice da Mata (PSB) e Bacelar (PV) e da deputada estadual Fabíola Mansur (PV), Wagner garantiu solidariedade política, mas ponderou que a acomodação não precisa ocorrer obrigatoriamente no comando de secretarias de primeiro escalão.

Ser solidário, evidentemente que a gente sempre será a quem perdeu o mandato, é normal isso, mas também você não pode se impor que tem que montar o governo com todo mundo que perdeu. Tem várias formas de você acomodar e dar função, que não precisa ser necessariamente na primeira linha de governo. Também não acho que é um bom caminho você dar as costas para quem perdeu, mas tem formas e formas de você poder ajudar as pessoas, explicou.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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