Em entrevista a Mário Kertész na Rádio Metrópole nesta sexta-feira (30), Pablo Souza declarou que atraso nas saídas ocorreu por retenção de veículos por sindicalistas e garantiu que prefeitura liberou coletivos mesmo adesivados.
O secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, afirmou nesta sexta-feira (30), em entrevista à Rádio Metrópole, que as falhas operacionais registradas no transporte público no último domingo (25), dia de votação do segundo turno das eleições, decorreram de uma ação articulada por entidades sindicais nas portas das garagens. Segundo o titular da Semob, os veículos foram retidos por ativistas no início da madrugada para aplicação de propaganda política pró-Lula, criando o que denominou de “pedágio do adesivaço”.
O gestor relatou ter sido alertado sobre os atrasos logo cedo pela vereadora Aladilce Souza (PCdoB), momento em que acionou a coordenação de fiscalização da pasta. De acordo com Pablo Souza, o ponto crítico ocorreu na Garagem G5 da Concessionária Plataforma, situada no bairro do Caminho de Areia, onde cerca de 75 veículos foram impedidos temporariamente de ganhar as ruas. “Eles fizeram um adesivaço sistemático interrompendo a saída dos ônibus da garagem. Minha equipe foi lá interromper essa ação de parar os ônibus pra fazer ato político”, disse.
O secretário sustentou que a determinação da prefeitura foi de negociar a liberação imediata sem exigir a retirada do material visual. “A gente não impediu, de forma alguma, que nenhum ônibus deixasse de sair em função de colagem de adesivo. Quem rodou por Salvador no domingo e na segunda pôde verificar que os ônibus estavam todos colados”, argumentou, pontuando que o fluxo dos pátios foi normalizado até as 10h, embora o reflexo nos pontos tenha sido sentido até o início da tarde.