Secretário rechaçou categoricamente que prefeito tenha ordenado corte de transporte para prejudicar eleitores e destacou que voltou ao Brasil sob ordem de prisão aberta para prestar esclarecimentos.
Questionado diretamente pelo apresentador Mário Kertész se o prefeito Bruno Reis (União Brasil) teria emitido ordens para reter o transporte público visando esvaziar a votação de Luiz Inácio Lula da Silva, o secretário de Mobilidade, Pablo Souza, negou com veemência a hipótese de interferência política. O gestor enfatizou seu perfil estritamente técnico e garantiu que jamais aceitaria cumprir determinações antidemocráticas.
“Bruno jamais faria isso, Bruno não fez isso. E se Bruno tivesse a qualquer momento ou qualquer outra pessoa me interpelado, eu não estaria aqui sentado botando minha cara pra poder defender”, declarou o secretário. Pablo Souza contextualizou que estava em missão oficial na França quando tomou conhecimento da ordem de prisão expedida pelo TRE-BA e refutou insinuações de que estaria foragido no exterior.
“Eu não fiquei em Paris, pedi asilo, me escondi. Pelo contrário: eu peguei um avião às 10 da manhã da segunda-feira, com mandado de prisão em aberto no meu nome, vim aqui enfrentar a verdade”, enfatizou. O titular da Semob ressaltou ainda que a própria Justiça Eleitoral revogou a medida de custódia cautelar enquanto sua aeronave realizava o trajeto de regresso a Salvador.