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DEBATE NA BAND: “Se o presidente Lula não agradou a todos, o candidato de oposição desagradou a muitos”, avalia Wagner

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Senador baiano afirma que adversário apostou em provocações e piadas e critica falta de apresentação de propostas durante confronto presidencial

O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tentou irritar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate presidencial. Em entrevista ao programa Boa Tarde, Bahia, da Band Bahia, nesta segunda-feira (19), o petista avaliou que as provocações do adversário buscavam tirar o presidente do controle emocional.

“Eu acho que o que eles estavam tentando ontem era isso: irritar o presidente Lula ao máximo para ele sair do centro”, declarou Wagner.

Segundo o senador baiano, a experiência política de Lula teria ajudado o presidente a lidar com as provocações, embora tenha reconhecido que a insistência do adversário poderia afetar sua tranquilidade ao longo do confronto.

“É difícil você debater com alguém que não quer debater. Só quer fazer piadinha”, afirmou.

Wagner compara estratégia de Flávio a episódio com Pablo Marçal

Durante a entrevista, Wagner mencionou o episódio em que o então candidato à Prefeitura de São Paulo José Luiz Datena atingiu Pablo Marçal com uma cadeirada durante um debate eleitoral, em setembro de 2024. O senador relacionou o caso à possibilidade de provocações deliberadas durante confrontos políticos.

“Você se lembra que o orientador do Flávio, Pablo Marçal, acabou tomando uma cadeirada num debate de televisão, não foi isso?”, questionou.

Wagner não afirmou que uma situação semelhante necessariamente ocorreria no confronto entre Lula e Flávio, mas utilizou o episódio para ilustrar sua avaliação sobre a tensão provocada durante debates eleitorais.

Senador critica falta de propostas de Flávio Bolsonaro

Na avaliação de Wagner, o comportamento de Flávio durante o debate prejudicou a apresentação de suas ideias para o país. O petista criticou os gestos, as provocações e as piadas do candidato da oposição, argumentando que o confronto deveria servir para esclarecer as propostas de cada concorrente.

“Se o presidente Lula não agradou a todos, o candidato de oposição desagradou a muitos”, declarou.

O senador também afirmou que a ausência de uma apresentação consistente de propostas compromete o debate sobre os rumos do país.

“Fazer piadinha, deboche de uma coisa que é séria e não apresentar um programa, uma plataforma de governo, sinceramente não merece a atenção de quem queira uma presidência séria para o nosso país”, disse.

Ao final, Wagner avaliou que a postura de Flávio poderia pesar contra o candidato na disputa pelo eleitorado indeciso. A declaração, no entanto, representa a avaliação política do senador aliado de Lula, e não uma medição do impacto do debate sobre as intenções de voto.

Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política nos portais bahia.ba e Política Ao Ponto.

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