Senador cita governadores e ex-governadores da região entre os nomes que podem disputar a Presidência após eventual segundo mandato do petista
O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que lideranças políticas do Nordeste devem ocupar posição de destaque na discussão sobre a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2030. Em entrevista ao programa Boa Tarde, Bahia, da Band Bahia, nesta segunda-feira (19), o petista avaliou que a região reúne os quadros mais bem-sucedidos do partido e deve ter representantes entre os primeiros nomes considerados para uma eventual candidatura presidencial.
Segundo Wagner, embora a escolha não precise ficar restrita aos nordestinos, o desempenho eleitoral e político de governadores e ex-governadores da região fortalece suas possibilidades de assumir o protagonismo nacional.
“Eu não tenho dúvida que a região mais alvissareira do PT é a região Nordeste”, afirmou o senador.
Wagner citou o governador do Ceará, Elmano de Freitas, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, e o ex-governador da Bahia Rui Costa como lideranças que vêm sendo colocadas em evidência na articulação política do presidente Lula. Os três integram o grupo de nomes nordestinos com experiência administrativa que podem ganhar espaço nas discussões sobre o futuro do PT.
“Vai passar obrigatoriamente por esses governadores? Não obrigatoriamente, mas é inevitável que as pessoas pensem: ‘Por que que não vai pegar um governador vitorioso, exitoso para tentar ser o seu sucessor?’”, questionou.
Wagner cita Rui Costa entre possíveis sucessores
Ao comentar as possibilidades para 2030, Wagner ressaltou que a discussão não deve excluir lideranças de outras regiões do país. No entanto, defendeu que o histórico de gestões petistas no Nordeste seja considerado na escolha de um eventual sucessor de Lula.
“Não estou dizendo que companheiros do Sul, Sudeste não possam estar, o do Norte ou do Centro-Oeste, mas eu não tenho dúvida que a região mais alvissareira do PT é a região Nordeste”, declarou.
O senador também avaliou que o presidente tem colocado diferentes lideranças à prova, observando o desempenho político e eleitoral de cada uma antes de definir os rumos do partido.
Na avaliação de Wagner, os nomes nordestinos mencionados na entrevista devem integrar a primeira lista de possíveis candidatos à sucessão presidencial, caso Lula conquiste um novo mandato em 2026.
“Pensar em um quadro do Nordeste para uma eventual sucessão do Lula, que ele ganhando agora, terminou, ele não pode ir para um terceiro mandato, eu acho que esses nomes que você citou estarão na primeira lista”, afirmou.
Senador destaca desempenho político no Nordeste
Para sustentar sua avaliação, Wagner citou o cenário político do Rio Grande do Norte, onde, apesar das dificuldades enfrentadas pelo governo da petista Fátima Bezerra, lideranças ligadas ao campo político da governadora obtiveram resultados eleitorais relevantes, segundo sua análise.
O senador mencionou a eleição de uma nova senadora e o desempenho de Cadu Xavier, candidato ao governo estadual que, conforme a fala de Wagner, chegou ao segundo turno com chances de vitória.
Para o petista, esses resultados demonstram que o desempenho de um governo não determina, isoladamente, a força eleitoral de seus aliados e que o Nordeste mantém capacidade de produzir lideranças competitivas.
“Eu política não brinco, eu vou estudando política, vou fazendo”, afirmou Wagner ao defender sua avaliação sobre o protagonismo nordestino no PT.
A discussão sobre a sucessão presidencial de 2030, contudo, ainda depende do resultado da eleição de 2026 e das decisões que serão tomadas pelo partido e por Lula ao longo do próximo mandato.