Durante o Jornal da Metrópole, gravação de liderança sindical expôs esquema para barrar garagens; titular da Semob questionou conduta do tribunal e atuação de ex-governador em dia de eleição.
A exibição de mensagens de áudio atribuídas à cúpula do Sindicato dos Rodoviários durante o programa de Mário Kertész comprovou a existência de uma força-tarefa da CTB para controlar as portas das concessionárias OTTrans e Plataforma e colar material político nos veículos que saíam para o serviço. Ao comentar os arquivos, o secretário Pablo Souza revelou que a Semob já havia formalizado uma representação preventiva no aplicativo Pardal da Justiça Eleitoral em 16 de setembro sobre a prática, sem que nenhuma providência tivesse sido adotada pelo órgão fiscalizador até o dia do pleito.
Pablo Souza criticou a decisão do presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, de expedir mandado de prisão sem verificar a situação in loco com a pasta. “Maurício tem meu telefone e o gabinete dele também tinha. Não fez o que você fez, Mário, que foi me ligar e perguntar o que estava havendo. Ele fez um decreto de prisão que foi injusto, tanto que a própria Justiça revogou”, asseverou.
Na entrevista, o secretário também colocou sob suspeita a movimentação do ex-governador Rui Costa (PT) durante o domingo, afirmando ter recebido relatos de sua presença na sede da Polícia Federal e nas garagens ao lado de policiais. “Rui Costa não tem cargo público hoje, foi eleito senador e só toma posse no ano que vem. O que um agente público sem mandato executivo estava fazendo com a polícia dentro de garagem?”, questionou. Interpelado por Mário Kertész de que as acusações de boicote partiram formalmente das legendas partidárias e não diretamente do governador Jerônimo Rodrigues, Pablo Souza recuou pontualmente e retratou-se: “Foi o partido, Mário, não foi o governador. Estou aqui me retratando”.