Prefeito de Salvador garantiu que a oposição manterá cooperação institucional com todos os 417 municípios e colocou o combate ao crime organizado, a fila da regulação e a alfabetização como prioridades inegociáveis.
Ao detalhar como se dará a convivência entre o Palácio de Ondina e as administrações municipais caso ACM Neto (União Brasil) vença as eleições de 2026, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou nesta segunda-feira (21) que o projeto de governo da coligação tem como alicerce a construção de parcerias técnicas e republicanas com os municípios, sem discriminação de cores partidárias ou alinhamentos nacionais. Em declaração à imprensa, o gestor também elevou a contundência na área de segurança pública, apontando o enfrentamento às organizações criminosas como a meta mais urgente do estado.
Bruno assegurou que Neto adotará o mesmo modelo de cooperação que ele próprio consolidou na capital baiana. “O que a gente pede a todos os prefeitos da Bahia é que vamos trabalhar juntos, vão ser parceiros. Nós vamos fazer as políticas públicas em conjunto: governo do Estado, prefeituras, e seja quem vencer a Presidência da República também. Neto terá a sabedoria, como teve como prefeito e como eu tenho como prefeito, de desenvolver projetos em conjunto”, declarou.
O prefeito elencou os gargalos estruturais que mais afligem a população e que, na avaliação da oposição, exigirão atuação integrada entre os entes federativos logo nos primeiros meses de mandato. “Nós vamos trabalhar junto com os prefeitos para ajudar a Bahia a se transformar: pra gente avançar na alfabetização, pra gente resolver o problema da fila da regulação e pra gente reduzir e acabar com o desemprego”, sublinhou Bruno.
No trecho mais enérgico de seu pronunciamento, o prefeito de Salvador abordou a crise crônica de violência que afeta tanto as grandes cidades quanto os municípios do interior, prometendo tolerância zero com o narcotráfico e com o domínio territorial do crime organizado. “E principalmente pra gente expulsar do estado da Bahia as facções, porque lugar de facções pode ser em qualquer estado, mas não aqui na Bahia!”, disparou.