Ex-presidente da Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara defende pauta trabalhista e rebate discursos sobre “falência do país” em plenária do PGP em Cajazeiras
Nesta quarta-feira (15), o deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) subiu o tom em defesa dos direitos trabalhistas e cobrou do Congresso Nacional a votação célere de projetos voltados ao bem-estar social. A cobrança ocorreu em Salvador, durante a plenária do Programa de Governo Participativo (PGP) e o lançamento do Comitê Popular de Luta em Cajazeiras, onde o parlamentar relembrou sua atuação em Brasília.
O deputado, que presidiu a Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados até o início de 2026 e atualmente ocupa a primeira vice-presidência do colegiado, enfatizou que sua trajetória legislativa sempre priorizou a proteção da classe trabalhadora. “A Bahia toda, o Brasil sabe da minha luta desde quando presidente da Comissão de Administração e Serviço Público, que eu pautei que tínhamos de puxar esses projetos a benefício dos trabalhadores. Porque o trabalhador não é robô… não é escravo para ficar só levando fumo, é… é… e sem salário digno, sem condições de trabalho, sem ter tempo para cuidar de sua saúde”, protestou Isidório.
Em seu discurso, o parlamentar rebateu as críticas históricas feitas por setores conservadores contra as conquistas sociais e trabalhistas ao longo das últimas décadas no Brasil. Ele traçou um paralelo com as resistências enfrentadas na aprovação de direitos básicos como as férias remuneradas e o décimo terceiro salário. “Quando falaram em criar o décimo terceiro, eles disseram que ia falir o Brasil, vai acabar o Brasil. Não acabou o Brasil nem nada”, apontou, destacando que as conquistas não impediram o desenvolvimento econômico do país.
Isidório concluiu sua fala ressaltando a relevância dos trabalhadores para o crescimento econômico e reiterou seu compromisso com a categoria. “Trabalhadores e trabalhadoras, eles e elas são a alavanca do progresso. Então vale a pena fazer qualquer esforço. Eu vou continuar lutando enquanto vida eu tiver por aqueles e aquelas que são a alavanca do progresso desta nação”, completou.
O deputado defendeu ainda que o ambiente democrático deve ser pautado pela tolerância, criticando a rotulação ofensiva de eleitores de diferentes espectros políticos. “Quem vota na esquerda não é jegue. Quem vota na direita não é gado. Nós precisamos respeitar uns aos outros”, encerrou.