No bairro de Cajazeiras, ministro da Secretaria-Geral rebate críticas do governador de Goiás sobre segurança pública e relembra contrato sob investigação policial
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reagiu firmemente às críticas do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), durante o ato de lançamento do Comitê Popular de Luta e plenária do PGP em Cajazeiras, Salvador, nesta quarta-feira (15). Boulos minimizou o descontentamento do gestor goiano e sustentou que sua cobrança por esclarecimentos baseia-se estritamente em investigações oficiais e no noticiário da imprensa nacional.
“Eu acho que o Caiado, ele… precisa se deparar com os fatos. Ele não está brigando comigo, ele está brigando com os fatos”, declarou Boulos. O ministro fez alusão a um contrato de R$ 140 milhões firmado pela administração goiana com uma organização que, conforme apontaram apurações da Polícia Civil de São Paulo, estaria sendo utilizada para a lavagem de capitais em benefício de facções do crime organizado.
O integrante do primeiro escalão do governo federal ironizou a postura adotada por Caiado, que frequentemente tenta se consolidar no cenário nacional como uma referência rígida no combate à criminalidade, enquanto tece duras críticas à política de segurança pública do governo do presidente Lula. “Ele gosta de dizer que ele é o xerifão da segurança pública. Ele gosta de atacar o presidente Lula e o nosso governo em relação à segurança pública. Por que que no governo dele foi R$ 140 milhões de reais para uma empresa ligada ao crime?”, questionou.
Boulos encerrou o assunto pontuando que a insatisfação do governador de Goiás não altera a realidade das investigações conduzidas pelo próprio estado de São Paulo, administrado por um aliado político de Caiado. “Se ele ficou bravo com isso, aí é um problema dele. Mas que ele fique bravo com os fatos, né? Porque o que eu disse foi o que toda a grande imprensa publicou, e o que a Polícia Civil de São Paulo, de um governador aliado a ele, investigou”, concluiu o ministro, defendendo que o debate público seja pautado pela coerência administrativa.