Salvador, 08/10/2026 17:00

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Wagner nega relação com Banco Master e questiona viés político em operação

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O senador Jaques Wagner (PT) voltou a negar qualquer relação comercial com o Banco Master e afirmou que as acusações envolvendo seu nome e sua família não teriam afetado sua votação nas eleições de 2026. Em entrevista, o petista também questionou a condução das investigações envolvendo a instituição financeira e afirmou ter identificado um possível “viés político” na operação que o teve como alvo.

Wagner explicou que a negociação envolvendo a antiga rede Cesta do Povo ocorreu em 2018, antes da criação do Banco Master. Segundo ele, Augusto Lima, que posteriormente se tornou sócio de Daniel Vorcaro, participou da aquisição da rede após atuar no setor de crédito consignado.

“Eu nunca tive, não tenho negócio com o Banco Master. Nós privatizamos a Cesta do Povo em março-abril de 2018, não existia Banco Master”, afirmou.

O senador disse ainda que não possui empresas e que seu patrimônio permanece restrito aos imóveis que, segundo ele, já declarou publicamente.

“Eu não tenho CNPJ, eu não tenho empresa. E esse patrimônio não mudou”, declarou.

Wagner cita atuação no caso Master

Na avaliação do senador, a criação e posteriormente o fechamento do Banco Master ocorreram sob gestões diferentes no Banco Central. Wagner atribuiu a autorização para Vorcaro atuar como banqueiro à gestão de Roberto Campos Neto, durante o governo Jair Bolsonaro, e destacou que a instituição foi posteriormente fechada sob a presidência de Gabriel Galípolo, indicado por Lula.

Wagner também afirmou ter assinado a CPI do Banco Master e votado contra a ampliação do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

“Eu não tenho absolutamente nada de negócio com o Banco Master. Nunca tive, nunca trabalhei”, reforçou.

O senador foi alvo de busca e apreensão em junho, durante uma fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas relacionadas ao Banco Master. A operação também atingiu Augusto Lima.

Senador questiona possível viés político

Wagner afirmou que o surgimento de informações envolvendo outros políticos baianos, segundo ele sem medidas semelhantes de busca e apreensão, reforçaria sua percepção de que houve um componente político na ação que o atingiu.

“Não vou acusar ninguém, mas está ficando claro que houve, vamos dizer assim, um viés político naquele show que fizeram com a minha”, afirmou.

O senador também relacionou o episódio à sua trajetória eleitoral e citou a Operação Cartão Vermelho, de 2018, ao argumentar que já teria enfrentado situação semelhante em outra disputa.

“Em 2018 teve a mesma coisa. Fizeram a Operação Cartão Vermelho. Eu fui eleito como o senador mais votado da história da Bahia”, declarou.

Wagner afirmou ainda que pretende apresentar sua defesa no âmbito judicial e disse aguardar o fim do segundo turno para tratar do assunto com maior intensidade.

“O advogado já tá com as ações, exatamente, para provar a minha inocência”, afirmou.

Wagner critica Flávio Bolsonaro

Na sequência, o senador comparou o tratamento dado a ele com investigações envolvendo o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Wagner citou as apurações sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, projeto relacionado à trajetória de Jair Bolsonaro.

Documentos divulgados pela Polícia Federal apontam que Flávio Bolsonaro atuou nas negociações envolvendo recursos para o filme e que o senador é formalmente investigado no caso.

Wagner questionou, a partir disso, a existência de medidas de busca e apreensão contra o candidato.

“Os ministros do Supremo Tribunal mandaram fazer busca e apreensão na casa dele?”, questionou.

O senador também mencionou a antiga loja de chocolates de Flávio Bolsonaro e fez referência a suspeitas que já foram levantadas publicamente sobre o empreendimento.

Ao final, Wagner afirmou que considera questionável a trajetória do candidato e disse que pretende continuar apresentando sua defesa no caso envolvendo o Banco Master.

“Então, está claro que o histórico desse senhor que hoje é candidato a presidente da República não é recomendável”, declarou.

Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política nos portais bahia.ba e Política Ao Ponto.

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