O senador Jaques Wagner (PT) reagiu, nesta quinta-feira (17), à situação de ACM Neto (União Brasil) na décima fase da Operação Overclean e questionou a alegação do ex-prefeito de Salvador de que estaria sendo alvo de perseguição política.
Em entrevista ao Política ao Vivo, Wagner afirmou que a investigação é anterior ao período eleitoral e defendeu que os envolvidos respondam às autoridades.
“Desde o começo do ano, janeiro, fevereiro, e só agora o ministro liberou a operação, mesmo assim negando o pedido da Polícia Federal, que seria a busca e apreensão no candidato, ex-prefeito da capital, ACM Neto.”
Para Wagner, o fato de a busca contra ACM Neto ter sido negada não encerra a apuração. O senador afirmou que a operação já alcançou pessoas próximas ao grupo político do ex-prefeito.
“Essa décima fase da Overclean já bateu em pessoas ligadas aqui ao ex-prefeito, ao grupo do ex-prefeito.”
Wagner ponderou que não pretende antecipar conclusões sobre o caso, mas ressaltou que ACM Neto aparece como investigado.
“Eu também não vou acusar, porque eu não tenho. De qualquer forma, ele está na condição também de investigado nesse processo.”
O senador ainda citou outra investigação envolvendo o ex-prefeito e afirmou que um pedido relacionado ao caso Banco Master permanece sob análise do ministro André Mendonça.
“No processo do banco também tem um pedido de investigação que ainda não foi liberado pelo ministro relator, que é o ministro André Mendonça. Vamos aguardar.”
Ao comentar a declaração de ACM Neto de que adversários estariam utilizando a investigação para atingir sua candidatura ao governo da Bahia, Wagner fez uma comparação com episódios que, segundo ele, já enfrentou.
“A investigação da Polícia Federal é anterior ao período eleitoral. Quando fizeram comigo, ele não acha que é perseguição. Quando é com ele, ele acha que é perseguição. Pelo amor de Deus.”
Wagner defendeu que os investigados apresentem suas explicações e aguardem o avanço das apurações.
“É melhor cada um responder pelo que fez e provar a sua inocência.”
O senador também mencionou a própria situação jurídica para afirmar que não vê motivo para preocupação.
“Meu advogado está trabalhando. Eu estou muito seguro com essa investigação.”
Apesar das críticas, Wagner afirmou que prefere aguardar os desdobramentos da operação antes de fazer acusações definitivas.
“Vamos aguardar. Eu não gosto muito de precipitar e fazer acusações.”