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“Todos acreditamos na inocência dele”, afirma líder do governo na ALBA que destaca “maturidade” de Jaques Wagner ao deixar liderança no Senado

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Líder do governo na ALBA afirmou que senador deu “demonstração de maturidade” ao se afastar do cargo para focar na reeleição e na própria defesa; questionou por que outros políticos citados no escândalo não foram alvo de buscas.

O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputado Rosemberg Pinto (PT) , avaliou como positiva a decisão do senador Jaques Wagner (PT-BA) de deixar a liderança do Governo no Senado Federal, anunciada nesta quarta-feira (24) após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) . Em entrevista, o parlamentar classificou o gesto como uma “demonstração de maturidade” e defendeu a inocência do aliado.

“O senador Jaques Wagner dá uma demonstração de maturidade, espera a conversa com o presidente Lula e, contra uma saída com relação à liderança do Senado, vai focar na campanha do presidente Lula, na campanha do governador Jerônimo Rodrigues e na campanha do Senado”, afirmou Rosemberg.

Confiança em Wagner e defesa da inocência

Rosemberg Pinto destacou que Wagner “merece todo o respeito” e acumula crédito político pela atuação no projeto que transformou a Bahia. “Temos total confiança que esse tempo também servirá para que ele possa fazer a sua defesa, porque todos nós acreditamos na sua inocência e temos convicção que isso ficará esclarecido”, declarou.

O líder governista também questionou o que chamou de “seletividade” da Polícia Federal na condução das investigações sobre o Banco Master. Ele citou outros políticos que foram mencionados publicamente em conexão com o caso, mas que não receberam o mesmo tratamento.

“Não entendi porque houve uma seletividade em relação ao senador Jaques Wagner, porque todas as informações que foram publicizadas com relação ao Banco Master e determinados políticos, só o senador Jaques Wagner que recebe a visita da Polícia Federal para buscar informações”, afirmou.

“Por que os outros não receberam esse pedido de informação pela Polícia Federal? Veja aí, exemplo é do Ciro Nogueira, do ACM Neto, do Flávio Bolsonaro, diversos que foram citados com relação ao Banco Master. Achei muito estranho isso, mas está certíssimo: toda confiança no senador Jaques Wagner”, concluiu.

A saída da liderança foi definida em comum acordo com o presidente Lula, após uma reunião de cerca de duas horas no Palácio da Alvorada.

Em publicação nas redes sociais, Wagner afirmou que sua prioridade agora é “provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”.

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