Ex-ministro avaliou crises institucionais em Brasília, cobrou sobriedade da Corte Constitucional e afirmou que parlamentares devem zelar pelo equilíbrio republicano.
Instado a comentar a crise institucional entre os Poderes da República e os atritos envolvendo decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), o candidato ao Senado João Roma (PL) defendeu, em entrevista à Regional FM de Irecê, que a Câmara Alta assuma de forma plena suas atribuições constitucionais de controle e equilíbrio democrático. Roma sustentou que a pacificação nacional exige o respeito rigoroso à separação dos Poderes e estabilidade para os agentes econômicos.
“A população acompanha com preocupação o cenário institucional em Brasília. As instituições existem para garantir a aplicação uniforme da lei e a defesa intransigente da Constituição Federal, e não para abrigar disputas corporativas ou interesses de ocasião. Quando o cidadão percebe instabilidade jurídica, isso afeta diretamente a confiança do país, afugenta investidores e trava o crescimento que poderia gerar empregos”, analisou Roma.
O postulante ao Senado pontuou que o papel dos parlamentares deve ser guiado pela serenidade e pela firmeza institucional. “O Senado da República é uma Casa com a missão precípua de assegurar a estabilidade da Federação. Não pode se transformar em um ambiente focado apenas em curtidas nas redes sociais ou em discursos para a plateia. Os senadores precisam fazer valer suas prerrogativas constitucionais de freios e contrapesos, assegurando que nenhum Poder avance sobre as competências do outro e restabelecendo a harmonia necessária”, declarou.
Roma afirmou que sua trajetória pública é pautada pelo equilíbrio. “O eleitor baiano conhece o meu estilo sereno de agir, mas sabe que não me omito nos momentos de decisão. No Senado, atuarei com responsabilidade para garantir segurança jurídica, respeito às leis e o pleno funcionamento das garantias individuais dos cidadãos”, finalizou.