Senador relembrou transformação viária com a Via Expressa e avenidas transversais e criticou custo e qualidade do transporte público oferecido pela gestão municipal.
Em balanço sobre o legado de infraestrutura urbana na capital baiana, o senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou, em sabatina na Rádio Piatã FM, que as grandes intervenções de mobilidade que destravaram o trânsito de Salvador foram planejadas e executadas pelos governos petistas. Ao comentar o avanço das obras do Metrô até o Campo Grande e o início das obras do VLT no Subúrbio Ferroviário, Wagner comparou os investimentos de ponta do Estado com o serviço de ônibus operado pela prefeitura.
“Quem fez a Via Expressa Baía de Todos-os-Santos com oito pistas fui eu, retirando milhares de carretas da Bonocô e permitindo à cidade respirar”, resgatou o senador. “Depois veio o metrô: assumimos um projeto que era chamado de ‘calça curta’ e transformamos no sistema metroviário que mais cresce na América Latina, com 40 quilômetros. Agora, sob o comando de Jerônimo, estamos estendendo a linha até a Estação Campo Grande e somando com o VLT do Subúrbio, totalizando 70 quilômetros de trilhos modernos”, acrescentou.
O parlamentar também relembrou a abertura dos grandes eixos transversais de ligação viária na cidade. “Quem abriu a Avenida Gal Costa, a Orlando Gomes, a duplicação da Pinto de Aguiar fomos nós, interligando a Orla ao Miolo e à BR-324”, pontuou.
Wagner contrastou o conforto do modal sobre trilhos com a realidade enfrentada diariamente pelos passageiros das linhas municipais alimentadoras. “Enquanto o metrô desliza com ar-condicionado e pontualidade, o transporte por ônibus em Salvador virou um dos mais caros do país: é o mais caro de todo o Nordeste e só fica atrás de duas ou três capitais do Sul. E, infelizmente, o serviço entregue não está à altura do sacrifício e da necessidade do povo trabalhador”, criticou o congressista.