Em anúncio oficial realizado nesta terça-feira, 1º de setembro de 2026, o secretário estadual do Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré, anunciou a publicação no Diário Oficial do Estado do decreto que institui a nova Unidade de Conservação (UC): o Refúgio de Vida Silvestre da Serra da Chapadinha, localizado na Chapada Diamantina.
Com uma extensão territorial de aproximadamente 18,3 mil hectares, a nova área protegida abrange territórios dos municípios de Itaetê, Ibicoara, Mucugê e Iramaia. A iniciativa tem como objetivo assegurar a conservação dos recursos hídricos, a proteção da biodiversidade (fauna e flora) e a preservação do patrimônio natural da região.
Compromisso e processo participativo
De acordo com o titular da pasta do Meio Ambiente, a criação da Unidade de Conservação atende a uma demanda histórica da população e do movimento ambientalista local. As articulações e estudos técnicos foram intensificados a partir de 2023, sob a orientação do governador Jerônimo Rodrigues.
“Começando o dia com uma maravilhosa notícia! Publicado hoje, no Diário Oficial, o decreto do Refúgio de Vida Silvestre da Serra da Chapadinha. Uma área de importância ecológica estrondosa, enorme, seja na manutenção dos nossos recursos hídricos, na preservação da nossa fauna e flora, e no cuidado com o meio ambiente da Chapada Diamantina”, destacou o secretário Eduardo Sodré.
Ao longo do processo, foram realizadas audiências públicas, oficinas comunitárias, visitas técnicas de campo conduzidas pelas equipes da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), além de diálogo com prefeituras, assentamentos rurais e comunidades tradicionais da região, como o Terreiro Jaré e a Comunidade Quilombola Bananeiras.
Próximas etapas
Com a decretação da área protegida, o governo estadual dará início às fases de implementação e gestão da unidade, que incluem:
- Formação do Conselho Gestor;
- Instalação da sede administrativa;
- Elaboração do Plano de Manejo;
- Fiscalização e restrição de atividades nocivas ao ecossistema (como mineração, caça e desmatamento ilegal);
- Incentivo a pesquisas científicas, turismo sustentável e educação ambiental.
“Muita coisa está por vir. Primeira etapa vencida! Agora vamos para a sua implementação, conselho gestor, sede, enfim, todas as etapas posteriores para, de fato, termos uma Unidade de Conservação implementada e eficiente em nosso território”, concluiu o secretário.