Salvador, 15/09/2026 09:57

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Rui diz que Brasil precisa ser “passado a limpo” e cobra investigação de caso envolvendo ACM Neto e Vorcaro

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Candidato ao Senado afirmou que “ninguém pode ser protegido” ao comentar informações divulgadas pela imprensa sobre delação do empresário Daniel Vorcaro

O candidato ao Senado pelo PT, Rui Costa, defendeu que sejam investigadas as acusações envolvendo o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) e o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. Em entrevista à Rádio Jaraguar FM, de Jacobina, na manhã desta terça-feira (15), Rui comentou informações divulgadas pela imprensa nacional segundo as quais Vorcaro teria citado ACM Neto e o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, em uma proposta de delação premiada, atribuindo aos dois a cobrança de uma comissão de 10% sobre recursos captados para o banco. O montante recebido por Neto e Rueda teria chegado a R$ 200 milhões.

Ao comentar o caso, Rui defendeu uma apuração ampla e transparente, sem proteção a agentes públicos, independentemente da função que ocupem. “Isso tudo precisa ser passado a limpo, precisa ser investigado, ninguém pode ser protegido. Todos têm que estar sob a lei da transparência. Aqueles que são agentes públicos, sejam políticos, sejam juízes, seja quem for, têm que estar à luz do dia para a sociedade. Então, eu espero que isso se resolva o mais rápido possível”, afirmou.

Durante a entrevista concedida a João Batista Ferreira, âncora do programa Levante A Voz, Rui também fez uma avaliação mais ampla sobre a atual crise institucional e criticou o que considera um excesso de exposição e politização das instituições brasileiras. Segundo ele, desde a cassação da ex-presidente Dilma Rousseff, o Judiciário e o parlamento brasileiro passaram a desempenhar funções que extrapolam seus papéis tradicionais.

“Infelizmente, desde que cassaram a Dilma, esse país virou de perna para o ar. Cada instituição resolveu sair, como a gente chama, da sua caixinha tradicional. O Judiciário resolveu executar, resolveu fazer política. O Parlamento resolveu executar R$ 55 bilhões de emenda, por isso esse escândalo todo dia com as emendas parlamentares. Então, está uma desarrumação completa e o que está acontecendo no STF é fruto, na minha opinião, desta desarrumação”, declarou.

O ex-ministro da Casa Civil, que disputa as duas vagas da Bahia ao Senado ao lado de Jaques Wagner, também comentou sobre o que chamou de excesso de exposição do Supremo Tribunal Federal (STF). “Quando a gente tem uma crise institucional e insegurança jurídica, o investidor, quem vai investir numa fábrica, num comércio, pessoas que vêm do exterior para investir no Brasil, eles ficam inseguros […] toda vez que aumenta o risco institucional, o investimento diminui. E isso prejudica o emprego, a renda e o desenvolvimento do nosso país. Eu espero que as coisas sejam passadas a limpo o mais rápido possível”, finalizou.

Fotos: Arquivo Divulgação

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