O deputado estadual Robinho (União Brasil) rebateu, nesta terça-feira (7), os ataques do ex-governador e ex-ministro Rui Costa (PT) contra o serviço municipal de saúde em cidades administradas por adversários políticos, como Salvador e Feira de Santana, e afirmou que o petista “não tem moral” para criticar qualquer gestão na área. Segundo o parlamentar, antes de atacar adversários, Rui precisa explicar aos baianos o escândalo da compra frustrada de respiradores durante a pandemia da Covid-19.
“Rui Costa deveria responder primeiro sobre as pessoas que ele deixou morrer sem respiradores na pandemia. O governo dele pagou antecipadamente R$ 48 milhões por 300 respiradores que nunca chegaram à Bahia, e até hoje os baianos esperam uma explicação sobre onde foi parar esse dinheiro. Enquanto essa resposta não vier, ele não tem autoridade moral para falar de saúde em lugar nenhum”, rebateu Robinho.
O deputado também disse que Rui Costa tenta, na verdade, desviar o foco da crise enfrentada pela saúde estadual, especialmente no sistema para a regulação de pacientes, cuja responsabilidade é exclusiva do Governo da Bahia.
“Rui governou a Bahia por oito anos e assistiu milhares de baianos sofrerem e morrerem à espera de uma vaga na regulação. Ou essas mortes não incomodam o ex-governador?”, questionou o parlamentar.
Robinho frisou que, enquanto ataca adversários, Rui fica silente diante do caos que se tornou a saúde pública no governo de Jerônimo Rodrigues, seu sucessor. “Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado mostrou que o tempo de espera na fila da regulação aumentou 213% no governo Jerônimo. Ou seja, o que era ruim ficou ainda pior. Em vez de atacar os outros, Rui deveria explicar por que deixou esse legado e por que seu grupo político continua aprofundando a crise na saúde da Bahia”.
“Quem não conseguiu explicar o prejuízo milionário dos respiradores aos cofres públicos e deixou a população refém de uma fila de regulação cada vez maior não tem credibilidade para posar de referência em saúde pública”, concluiu Robinho.