O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), reagiu às declarações de ACM Neto na entrevista concedida nesta segunda-feira à rádio Bahia FM. Para o parlamentar, o ex-prefeito de Salvador voltou a repetir críticas sobre segurança pública, educação e regulação sem apresentar propostas concretas para enfrentar os desafios do estado. Durante a entrevista, Neto também afirmou que errou na composição da chapa de 2022, ao lado de Cacá Leão e Ana Coelho.
Rosemberg afirmou que o discurso do adversário “virou um disco arranhado”. “Toda entrevista é a mesma ladainha. Ele fala dos mesmos temas, ignora os avanços registrados por indicadores nessas áreas e não apresenta uma solução nova sequer. A Bahia precisa de debate de ideias, não de repetição de slogans”, declarou o líder governista.
O deputado também cobrou que ACM Neto esclareça as irregularidades investigadas pelo Ministério Público envolvendo contratos da Prefeitura de Salvador, cujos fatos remontam ao período em que ele administrava o município. “Quem quer governar a Bahia precisa primeiro explicar os problemas revelados na gestão da capital. Não adianta tentar mudar de assunto quando há perguntas que a sociedade espera ver respondidas”, afirmou.
Rosemberg ainda criticou a postura política do ex-prefeito em relação à sucessão presidencial. Segundo ele, ACM Neto precisa assumir publicamente quem apoia para o Palácio do Planalto, lembrando que o PL, partido do senador Flávio Bolsonaro, integra sua aliança política. “Político tem que ter coragem e assumir seus atos. Se esse é o campo político da chapa dele, que diga isso com clareza ao eleitor, sem ambiguidades.”
O líder do governo avaliou ainda que a autocrítica feita por ACM Neto sobre a chapa de 2022 revela um padrão de comportamento. “Ele diz que reconheceu o erro, mas, no fundo, transfere a responsabilidade para a composição da chapa, como se o problema fossem os outros. Falta reconhecer as próprias escolhas e apresentar um projeto consistente para a Bahia, em vez de repetir o mesmo discurso de sempre”, concluiu.