Durante plenária do PGP e lançamento de comitê popular em Cajazeiras, senador petista adota tom pragmático e mantém suspense sobre a montagem de sua chapa para as eleições de 2026
O senador e pré-candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT-BA), preferiu manter o mistério sobre as articulações que definirão a vaga de suplente em sua chapa majoritária para o Senado nas eleições de 2026. O posicionamento firme do parlamentar ocorreu nesta quarta-feira (15), em Salvador, durante a plenária do Programa de Governo Participativo (PGP) que ocorreu de forma casada com o lançamento do Comitê Popular de Luta, no bairro de Cajazeiras.
Questionado pela imprensa se já haveria um desenho consensual para a sua suplência, o ex-governador da Bahia foi direto e descartou qualquer pressa para selar o acordo. “Ainda não. Quando tiver tomada eu vou anunciar”, sentenciou Wagner, sinalizando que o ritmo das definições passará estritamente pelo crivo da cúpula governista e pelo amadurecimento das conversas com as siglas aliadas.
A escolha do suplente de Jaques Wagner é um dos movimentos mais cobiçados no xadrez político do estado, servindo tradicionalmente como moeda de troca para acomodar e pacificar o arco de alianças que dá sustentação ao governo de Jerônimo Rodrigues (PT). Por se tratar de uma candidatura ao Senado de alta viabilidade eleitoral, partidos da base pressionam nos bastidores para ocupar o espaço na chapa majoritária.
Ao empurrar o anúncio para o momento oportuno e frear as especulações em Cajazeiras, Wagner demonstra que o grupo prioriza, neste momento, a mobilização popular nas ruas de Salvador através dos comitês de luta e das plenárias de escuta do PGP, deixando o arranjo de cargos para a reta final do calendário de convenções partidárias.