O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso (PSB), afirmou que os festejos juninos de 2026 tiveram impacto positivo na economia dos municípios baianos e do Nordeste. Segundo ele, a articulação entre prefeituras, governos e entidades municipalistas ajudou a reduzir custos com contratações artísticas, ampliar o fluxo de turistas e fortalecer o chamado “São João Raiz”.
Ao fazer um balanço das festas, Wilson afirmou que o alinhamento entre os estados nordestinos foi determinante para os resultados obtidos. De acordo com ele, a coordenação entre associações municipalistas permitiu maior organização nas contratações e contribuiu para reduzir despesas públicas.
“O São João foi um bom exemplo não só para os municípios da Bahia, mas para todo o Norte e Nordeste. Houve um alinhamento muito forte entre as associações e o resultado foi muito positivo”, disse.
O presidente da UPB destacou que os festejos geraram arrecadação de impostos, movimentaram hotéis, pousadas e o mercado de trabalho temporário, além de impulsionarem o turismo regional. Ele também afirmou que a negociação conjunta com artistas possibilitou uma redução de aproximadamente R$ 60 milhões em gastos públicos com cachês.
Wilson atribuiu parte desse desempenho ao resgate das características tradicionais das festas juninas, defendendo maior espaço para artistas e manifestações culturais ligadas às raízes nordestinas.
“O turista quer o São João Raiz. É isso que fortalece nossa cultura e faz a economia crescer. A valorização dos nossos forrozeiros foi o mais importante desse processo”, afirmou.
Durante a avaliação, o dirigente também elogiou a atuação do Ministério Público da Bahia na fiscalização das contratações. Segundo ele, o órgão contribuiu para evitar conflitos e dar segurança jurídica aos municípios durante a realização dos festejos.
“Sempre que surgia algum ruído com artista ou município, chamava para conversar e alinhava. Isso trouxe confiança e muitos resultados”, concluiu.
As declarações foram dadas após o encerramento do ciclo junino, período em que centenas de municípios baianos realizaram festas financiadas com recursos próprios e estaduais, em uma das principais agendas culturais e econômicas do calendário da região.