O senador Jaques Wagner (PT), pré-candidato à reeleição, procurou esfriar a controvérsia envolvendo declarações sobre a origem do ex-ministro João Roma (PL) e afirmou que o episódio foi resultado do ambiente de disputa política durante as celebrações do 2 de Julho. A declaração foi dada nesta sexta-feira (3), em Salvador, durante evento na Estação da Calçada, onde o governador Jerônimo Rodrigues (PT) anunciou um pacote de investimentos para municípios baianos.
A reação do petista ocorre após João Roma divulgar um vídeo criticando uma declaração atribuída ao ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), sobre o fato de o ex-ministro não ter nascido na Bahia. Na gravação, Roma também mencionou Wagner, lembrando que o senador igualmente nasceu fora do estado.
Sem alimentar o embate, Wagner tratou o episódio como uma consequência do ambiente político criado pelas comemorações da Independência da Bahia, tradicional palco de demonstrações de força entre governo e oposição.
“É o calor do 2 de Julho. Todo mundo estava com a cabeça quente.”
O senador ressaltou sua relação com a Bahia, onde vive desde a juventude, e afirmou que o local de nascimento não deve ser um fator para definir quem pode disputar cargos eletivos. Segundo ele, a legislação eleitoral estabelece os critérios para a participação nas eleições.
“Eu vivo aqui há 52 anos. Não sei quanto tempo mais vou viver aqui, mas, na medida em que a pessoa está legalizada eleitoralmente, ela pode ser candidata.”
Na avaliação de Wagner, a campanha de 2026 deve priorizar o debate sobre propostas e temas de interesse da população, em vez de discussões de caráter pessoal entre adversários políticos.
“Eu acho que não é por aí. Isso faz parte do calor da disputa eleitoral.”