O senador Jaques Wagner (PT) afirmou que as manifestações políticas registradas durante o cortejo do 2 de Julho, em Salvador, são esperadas em períodos pré-eleitorais e não diminuem a importância histórica da data. A declaração foi dada nesta sexta-feira (3), durante evento na Estação da Calçada, onde o governador Jerônimo Rodrigues (PT) autorizou um pacote de investimentos para municípios baianos nas áreas de educação, saúde, infraestrutura, desenvolvimento urbano e abastecimento de água.
O desfile da Independência da Bahia, tradicional vitrine política do estado, reuniu na quarta-feira (2) lideranças do governo e da oposição, que disputaram espaço junto ao público em meio ao aquecimento da corrida eleitoral de 2026.
Para Wagner, a polarização observada ao longo do cortejo faz parte da dinâmica política em anos de eleição.
“Na verdade, o 2 de Julho, em ano eleitoral, sempre fica uma guerra de torcidas. Então, é natural. Uma vai daqui, um aplauso dali. Acho que é normal.”
Apesar de considerar legítimas as manifestações de apoiadores dos diferentes grupos políticos, o senador defendeu que o significado histórico da celebração deve prevalecer sobre a disputa eleitoral. Ele destacou que a edição deste ano ganhou ainda mais relevância após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionar a lei que institui a transferência simbólica da capital federal para Salvador durante as comemorações da Independência da Bahia.
“O 2 de Julho, para mim, é maior do que isso tudo, ainda mais este ano, que virou uma referência nacional com a sanção pelo presidente Lula da transferência da capital do Brasil para Salvador no 2 de Julho.”
Na avaliação do petista, a presença de militantes e as manifestações de apoio e críticas entre grupos políticos são parte do ambiente democrático, mas não devem ofuscar o caráter cívico da data.
“A guerra política é guerra política, são as torcidas organizadas que vão para o campo, uma xinga daqui, outra xinga de la. Eu prefiro preservar o 2 de Julho, mas, para mim, isso é o normal do que acontece em ano eleitoral.”
Se desejar, posso deixá-la ainda mais próxima do padrão da Folha, com um texto mais analítico e menos declaratório.