Em tom contundente, deputada e secretária de Estado comparou os dois polos do Oeste, defendeu o legado de Oziel e afirmou que o trabalho na roça exige gestão corajosa.
A secretária de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia, Jusmari Oliveira, promoveu uma análise política comparativa contundente sobre os modelos de gestão administrativa e o ritmo de crescimento econômico dos municípios de Luís Eduardo Magalhães e Barreiras. Falando na Rádio Cidade FM, a deputada estadual asseverou que o progresso acelerado e a fixação de grandes marcas industriais no município sede da Bahia Farm Show não ocorreram por acidente, mas sim devido à ousadia política demonstrada por Oziel Oliveira no início do século. A chefe da Sedur criticou duramente a omissão de gestões passadas da cidade vizinha por não terem enxergado as oportunidades de expansão quando detinham a hegemonia regional.
A gestora relembrou que a força dos trabalhadores rurais e a capacidade de plantio eram idênticas nas duas localidades, contudo, apontou que o diferencial competitivo de Luís Eduardo decorreu de decisões executivas precisas na retenção da receita tributária gerada pelo agro. Jusmari Oliveira disparou contra as lideranças históricas de Barreiras ao declarar: “quem acreditaria há 20 e poucos anos atrás que um lugar que nem distrito era pudesse se transformar na grande vitrine do mundo de desenvolvimento econômico? (…) ora, por que é que Barreiras não tem a Bahia Farm Show? Por que é que Barreiras não tem um centro industrial próspero como Luís Eduardo? Porque não tinha a visão política administrativa. Os produtores estavam aqui, nós estávamos plantando, nós estávamos colhendo, era fazer lá, mas não teve essa visão lá. A visão teve aqui, e foi Oziel que teve essa visão, por isso eu repito muito isso, isso nunca ninguém vai tirar”.
A secretária encerrou sua manifestação pregonizando a união de propósitos entre a dedicação dos trabalhadores do campo e a firmeza dos administradores públicos para consolidar o sucesso econômico local. A líder regional usou uma terminologia popular para exaltar as famílias agrícolas da região, asseverando que “a força da agricultura ela é, é indizível. Ninguém pode definir em palavra a força de uma mulher e de um homem que trabalha… eu não vou dizer no campo não, é vou dizer no popular que é para todo mundo entender, um homem e uma mulher que trabalha na roça (…) temos um centro industrial próspero gerando emprego nesse município porque teve uma atitude corajosa na hora certa e a valorização e a consideração de quem trabalha. Porque um gestor que não considera quem trabalha, ele passa em meros ventos”.
