Salvador, 05/06/2026 21:34

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“Me chamavam de louco e a cidade nem tinha hotel”, relembra Oziel Oliveira sobre os bastidores da criação da Bahia Farm Show

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Primeiro prefeito de Luís Eduardo Magalhães revelou que viajou para Ribeirão Preto com um projeto escrito à mão, logo após criar o CNPJ do município recém-emancipado.

O ex-prefeito e ex-deputado federal Oziel Oliveira (PSD) relembrou os bastidores desafiadores e o ceticismo que cercaram a fundação da Bahia Farm Show, há mais de duas décadas. Em entrevista ao vivo concedida ao Jornal Canal Aberto, da Rádio Cidade FM, o líder político do Oeste baiano relatou que a idealização do evento ocorreu em um momento em que a atual capital do agronegócio do Norte-Nordeste ainda dava os seus primeiros passos institucionais. Ele destacou que precisou enfrentar a desconfiança do mercado nacional para inserir o município recém-emancipado no mapa das grandes feiras tecnológicas do país.

O ex-gestor detalhou que a iniciativa de criar a feira surgiu logo após assumir o seu primeiro mandato executivo, motivado pela necessidade de estancar o deslocamento dos agricultores locais para o interior paulista em busca de insumos e maquinários. Oziel Oliveira pontuou as dificuldades estruturais da época e o teor das reações ao seu planejamento, ressaltando: “lá foi eu, com uma, um pequeno panfleto, um projeto que eu tinha escrito na minha mão, fui para Ribeirão Preto. E buscava ali a oportunidade de colocar Luís Eduardo nesse cenário, até porque eu tinha acabado de criar o CNPJ dessa cidade. Então era um momento para mim muito especial (…) e as pessoas acreditavam no meu projeto naquele momento, mesmo que achando que eu tava sonhando muito, que eu era muito louco de fazer um negócio daquele tamanho, até porque não tinha nenhum hotel para sustentar um projeto daquele tamanho, a cidade ainda era muito pequena”.

O pioneirismo da ação contou com o respaldo de lideranças e marcas multinacionais do setor de tratores e implementos, que aceitaram apostar no potencial agrícola do cerrado baiano quando a região ainda não possuía a projeção atual. O entrevistado fez questão de registrar sua gratidão aos empresários que avalizaram o projeto em sua fase embrionária, asseverando: “fui buscar os seus diretores, os seus presidentes, lá em Ribeirão Preto e levar um projeto que realmente pudesse… E muitos deles falaram assim: ‘Mas isso é aonde?’, que tinha acabado de nascer o município. E assim eu tenho personagens que eu sou muito grato, a exemplo do Chico da Agrosul, o Osmar da Jaraguá, Antônio Franciosi, que tava ali representando também a sua empresa, as empresas que estavam aqui”.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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