Prefeito criticou transporte metropolitano sucateado sob gestão Jerônimo e expôs abandono de áreas verdes estaduais em Salvador: “Pituaçu, Abaeté e Costa Azul estão destruídos”.
O modelo de aquisição da nova frota de transporte coletivo urbano foi esclarecido pelo prefeito Bruno Reis em resposta a discursos de adversários governistas que atribuíram a chegada dos veículos a doações do Palácio do Planalto. Em tom enfático, Bruno usou uma comparação cotidiana para demonstrar que o investimento é fruto exclusivo da arrecadação e capacidade de crédito de Salvador.
“Se você compra um carro financiado no Bradesco, quem está pagando a parcela todo mês com juros: é o Bradesco ou é você do seu bolso? É a mesma coisa com a frota municipal. O dinheiro é de um financiamento que a prefeitura contraiu junto ao BNDES e quem vai pagar cada centavo da conta é o povo de Salvador. O banco estatal poderia ser o Itaú ou o Santander; não houve um real a fundo perdido concedido pelo Governo Federal. O Estado precisa, na verdade, é explicar por que os ônibus metropolitanos que rodam sob a gestão deles são verdadeiras sucatas caindo aos pedaços”, assinalou.
O gestor municipal contrapôs o padrão de manutenção da cidade aos equipamentos estaduais instalados na capital. “O Governo do Estado abandonou os seus espaços públicos em Salvador: o Parque de Pituaçu está abandonado, o Parque do Abaeté abandonado, o Parque São Bartolomeu abandonado, o Parque Costa Azul abandonado e o antigo Centro de Convenções virou uma tragédia em escombros. A Fonte Nova eles só fizeram porque caiu a arquibancada antiga; o TCA só reformam porque pegou fogo. Essa é a diferença de quem entrega e de quem apenas promete”, concluiu Bruno.