Prefeito pontuou que administração municipal já movia processos para declarar a inidoneidade de empresas investigadas e esclareceu que exoneração da assessora ocorreu após repasse pontual na Parada LGBT.
O prefeito Bruno Reis avaliou os desdobramentos da operação deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) que apura supostas irregularidades em contratos de R$ 38 milhões na Secretaria Municipal de Manutenção (Seman). Em entrevista à Rádio Piatã FM, o gestor afirmou que a pasta já vinha adotando medidas administrativas punitivas contra fornecedores que descumpriam cronogramas e destacou a rapidez na exoneração de agentes públicos sob suspeita.
“Existia um conglomerado de empresas que se juntava para disputar licitações, ganhava obras e não executava bem os serviços. A prefeitura já tinha processos administrativos abertos para decretar a inidoneidade dessas empresas e já estávamos brigando na Justiça para rescindir os contratos. Agradeço ao Ministério Público pela decisão e pela operação, que livrou a prefeitura dessas empresas que se aproveitavam de recursos públicos. Olha a diferença da minha postura: substituí de imediato as pessoas que poderiam estar envolvidas, garantindo a elas o contraditório e a ampla defesa, enquanto no Estado eles mantêm secretários investigados”, ponderou Bruno.
Instado sobre a situação da ex-vereadora e ex-assessora da Secretaria Municipal de Reparação (Semur), Leo Kret, Bruno relatou o que foi repassado à administração. “O que dizem — não tenho conhecimento aprofundado dos autos — foi um Pix de R$ 8 mil que ela recebeu da empresa produtora da Parada Gay que não pôde pagar os fornecedores no dia, e ela pagou aos prestadores através de sua conta pessoal. Ela foi exonerada, está se defendendo e espero que possa comprovar a sua inocência perante a Justiça”, pontuou o prefeito.