Salvador, 25/10/2026 15:06

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Paulo Azi critica decisão do TRE-BA contra secretário de Salvador: “Justiça Eleitoral não pode ser puxadinho de Rui Costa”

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O deputado federal Paulo Azi (União Brasil) criticou, neste domingo (25), a decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) de determinar a prisão do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, em razão de problemas na operação do transporte público durante o segundo turno das eleições presidenciais. Para o parlamentar, a medida é “completamente desproporcional” e levanta questionamentos sobre a imparcialidade da Justiça Eleitoral baiana.

“É uma decisão completamente desproporcional, sem nenhuma razoabilidade. Houve questões operacionais no início da manhã, que foram solucionadas, e o transporte voltou a circular normalmente. Não existe justificativa para uma medida tão extrema. A Justiça Eleitoral precisa agir com equilíbrio, responsabilidade e imparcialidade”, afirmou Azi.

O deputado destacou que a operação dos ônibus foi prejudicada pela colocação de propaganda eleitoral irregular em dezenas de veículos por parte do Sindicato dos Rodoviários, entidade historicamente ligada ao PT. Segundo ele, a necessidade de retirada dos adesivos provocou dificuldades operacionais no início da manhã, mas a Prefeitura adotou providências para normalizar o serviço.

Paulo Azi também questionou o que considera uma diferença de tratamento da Justiça Eleitoral diante de outras denúncias de irregularidades registradas neste domingo. O parlamentar citou relatos de deputados aliados do PT que teriam feito campanha abertamente em seções eleitorais e de mesários que também teriam realizado manifestações político-partidárias em favor da legenda.

O parlamentar foi ainda mais contundente ao cobrar independência da Justiça Eleitoral em relação ao grupo político que governa a Bahia. “O TRE-BA não pode ser um puxadinho do ex-ministro Rui Costa, nem de qualquer grupo político. A Justiça Eleitoral tem a obrigação de ser isenta, imparcial e de tratar todos com o mesmo rigor”, declarou.

Por fim, Paulo Azi afirmou que a atuação da Justiça Eleitoral deve ser pautada pelo respeito à legislação, pela proporcionalidade das medidas e pela garantia dos direitos dos cidadãos. “A democracia exige instituições fortes, mas também exige instituições equilibradas e independentes. A Justiça Eleitoral não pode dar margem a qualquer suspeita de seletividade ou interferência política”, salientou.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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