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Pablo Roberto revela acordo para ser federal, diz que grupo errou em 2024 e lamenta derrota de ACM Neto

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Título: Pablo Roberto revela acordo para ser federal e diz que grupo errou em 2024

O vice-prefeito e secretário Municipal de Educação de Feira de Santana, Pablo Roberto, avaliou em entrevista ao podcast Tom é meu amigo, sem filtro, que o seu grupo político cometeu equívocos no planejamento das eleições de 2024 e confirmou a existência de um acordo inicial com o prefeito Zé Ronaldo para que ele fosse candidato a deputado federal.

Pablo afirmou que tem o hábito de fazer avaliação após toda eleição, independente do resultado, e que esperava um desempenho melhor do seu campo em Feira.

“Eu tenho o hábito de fazer avaliação de eleição independente do resultado. Quando eu ganho, quando eu perco, eu paro. Acho que nós cometemos alguns equívocos no ponto de vista do planejamento, eu acho que nós poderíamos ter performado melhor aqui em Feira”, disse.

Ao comentar a própria situação, o vice-prefeito revelou que quando aceitou ser secretário de Educação, em 2024, ficou combinado que ele seria o candidato a deputado federal do grupo e Zé Chico seria candidato a deputado estadual.

“Nós conversamos a possibilidade da minha candidatura a deputado federal, então essa expectativa foi criada. O prefeito, ‘Pablo, está combinado porque Zé Chico me disse que vai ser candidato a estadual, então você vai ser o candidato a federal do grupo’. Beleza, aceitei o convite de ser secretário”, contou.

Segundo ele, a palavra de Zé Ronaldo sempre teve crédito, mas a partir de janeiro/fevereiro de 2025, após o Carnaval, houve uma mobilização para que Zé Chico também fosse candidato a federal. Pablo disse que nunca tratou do assunto diretamente com Zé Chico.

“Pra mim tava muito claro de que naquele momento que nós conversamos ainda em 2024 ele seria estadual e eu seria federal e eu acho, hoje olhando a radiografia da eleição, que nós teríamos resultado diferente”, avaliou.

Pablo argumenta que pelo PSDB, partido pelo qual disputaria, faltaram menos de 20 mil votos para eleger o terceiro deputado federal e que, como candidato único do grupo em Feira, teria votação expressiva.

“Se eu fosse candidato único do nosso campo eu teria uma votação expressiva em Feira. O que eu fosse buscar fora ia ser um complemento e Feira teria hoje um deputado federal e deputado estadual. A minha candidatura federal ajudaria outras candidaturas estaduais”, afirmou.

Ele reconheceu que o prefeito Zé Ronaldo tentou construir unidade ao longo de todo o ano de 2025 com várias conversas entre ele e Zé Chico, mas que tomou a decisão de não sair candidato para não acentuar o problema.

“Se eu fosse candidato também, eu só ia acentuar o problema, porque aí sim, talvez nós tivéssemos tido um cenário mais acentuado, porque a nossa base não suportaria duas candidaturas”, disse.

Pablo disse ainda que a votação baixa do seu grupo em 2024 foi uma surpresa e que a decisão de não ser candidato criou um mal-estar no partido.

“Criei um mal estar muito grande pro meu partido, o partido não entendeu, ficaram todo mundo chateado, foi uma pressão muito grande pra que eu pudesse reavaliar, mas eu tomei a decisão que vai chegando num determinado ponto da nossa vida, que a gente não tem tempo mais pra aventura”, declarou.

A outra surpresa, segundo ele, foi a não eleição de ACM Neto ao governo da Bahia. Para Pablo, pesou o efeito Lula e o sentimento de mudança que ele presenciou ao rodar municípios.

“Eu tive a oportunidade de presenciar nesse estado um sentimento de mudança. Foi o efeito Lula que foi muito forte. O segundo turno se assentou muito nisso”, avaliou.

Para o futuro, defendeu humildade do grupo para reconhecer os erros e reconexão com a população.

“Agora é juntar os cacos, reorganizar a rota. Nós precisamos ter humildade pra reconhecer onde foi que nós erramos. A cidade de Feira de Santana confia nesse grupo que vem fazendo gestão há mais de vinte anos”, disse.

Ele citou que a eleição municipal de 2024, vencida por Zé Ronaldo, foi bastante disputada e que o perfil do eleitor mudou.

“É uma população que tá conectada, que tá com celular na mão. Eu agora tava vindo da secretaria pro estúdio respondendo Instagram, WhatsApp, porque todo mundo tem o número da gente. Se nós não tivermos a capacidade de acompanhar essa evolução, vamos ficar pra trás”, concluiu, citando ainda os efeitos de eleições polarizadas no Brasil, nos EUA e na Argentina como sinal de alerta para o grupo.

Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política nos portais bahia.ba e Política Ao Ponto.

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