Salvador, 04/11/2026 16:05

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Eleições 2028: Pablo Roberto defende diálogo constante sobre futuro político

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Vice-prefeito e secretário de Educação de Feira falou ao podcast “Tom é meu amigo, sem filtro” que tem lealdade a Zé Ronaldo, mas vai conversar nos próximos dias sobre futuro político

O vice-prefeito e secretário Municipal de Educação de Feira de Santana, Pablo Roberto, afirmou que não foi até a casa de ninguém pedir para ser vice-prefeito na eleição de 2024 e que aceitou o convite apenas um dia antes da convenção, convencido por pesquisas.

A declaração foi dada em entrevista ao podcast “Tom é meu amigo, sem filtro”, apresentado por Tom, nesta quarta-feira (4).

“Faltam ainda dois anos e três meses pra finalizar o mandato, eu estou vice-prefeito até o final do mandato. O que aconteceu na eleição passada? O meu nome apareceu como vice, eu não fui na porta de ninguém pedir pra ser vice”, afirmou.

Pablo relembrou que havia desistido de ser candidato a prefeito e que chegou a conversar com Tom sobre uma possível composição entre os dois.

“Quando eu desisti de ser candidato a prefeito, a gente acordou até de ser um vice seu, você lembra? E porque não foi pra frente? Porque a viabilidade eleitoral naquela época não existia. Não provocava o segundo turno, a gente perdia a eleição pro opositor. A política tem que ser escada de redução de danos”, disse.

Segundo ele, até a véspera da convenção mantinha a posição de continuar como deputado estadual. Ele citou conversas com ACM Neto e com o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, em Brasília.

“Eu disse pra todo mundo, disse pra ACM Neto, falei com meu partido em Brasília, Marconi Perillo me chamou pra ir a Brasília e eu disse: não sou candidato a vice. Eu quero continuar deputado estadual. Muita gente me chamou de maluco”, contou.

A virada, segundo Pablo, veio com pesquisas que indicavam seu nome como o que mais agregava para garantir a vitória.

“De noite, voltando pra cá, outra série de reuniões aconteceram e eu fui convencido de que naquele momento o nome que agregava para ser vice-prefeito na chapa e ganhar a eleição era o meu. E por isso eu aceitei. Não tô arrependido de nada”, afirmou.

2028

Questionado sobre a eleição de 2028, Pablo disse que ainda não conversou com o prefeito Zé Ronaldo, a quem reconhece como líder do grupo, mas que pretende fazer isso nos próximos dias.

“Eu tenho uma relação de lealdade, de muito respeito ao grupo que eu estou. A liderança do nosso grupo hoje é do prefeito Zé Ronaldo. Não tem conversa, não conversei com o prefeito absolutamente nada ainda com relação a 2028. Ele deu uma declaração essa semana que só [vai falar] em 2028. Pra mim é tarde também”, disse.

“Se eu fosse prefeito de uma cidade do tamanho de Feira, eu só ia conversar mesmo no segundo semestre de 2028. Mas eu tenho ainda uma carreira política, eu tenho pessoas que dependem do meu posicionamento, então óbvio que eu vou conversar com o prefeito nos próximos dias sobre isso”, completou.

Pablo ainda rebateu a tese de que estaria tentando se cacifar desde já para continuar como vice. Para ele, quem antecipa esse movimento acaba saindo da vaga.

“Eu vou pedir pra continuar sendo vice? Não. Porque não existe. Todas as pessoas, todos os políticos que começaram a ensaiar uma candidatura de vice faltando dois anos pra eleição, deixaram de ser. O posto de vice-prefeito em uma chapa pra ganhar a eleição tem que ser de quem agrega, que leva voto pro prefeito”, avaliou.

O secretário também respondeu às críticas de que estaria sumido dos eventos políticos.

“Muita gente fica reclamando de que eu não faço política, que eu não vou pros eventos do governo. Não vou porque não tenho tempo. A secretaria que eu estou é muito grande, consome muito tempo, são doze horas todo dia trabalhando pra dar conta da missão que eu assumi”, justificou.

“Agora, claro que eu não vou deixar de trabalhar [a política]. Ontem eu conversei com pessoas sobre política, hoje tô conversando com você, saindo daqui vou encontrar às dezoito horas pra conversar sobre política também”, disse.

Por fim, defendeu diálogo constante para 2028.

“Eu não posso falar de eleição só quando está perto do voto. Eu tenho que falar da eleição todo dia pra construir o projeto. Tem que ter diálogo verdadeiro e frequente”.

Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política nos portais bahia.ba e Política Ao Ponto.

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