Candidato ao Senado Federal pelo PT votou no Colégio Estadual General Luiz Viana, em Brotas, criticou previsões de vantagens infladas por parte de adversários e analisou a superficialidade provocada pelo consumo rápido de conteúdos digitais.
Ao comparecer à sua seção eleitoral no Colégio Estadual de Tempo Integral General Luiz Viana, no bairro de Brotas, em Salvador, o ex-governador e candidato ao Senado Rui Costa (PT) defendeu que o processo eleitoral exige respeito estrito à decisão individual do cidadão até o fechamento das urnas. O petista reprovou declarações públicas que antecipam margens elásticas de vitória e classificou a atitude como desrespeito à vontade popular.
“Toda eleição é difícil e precisa ser encarada com profunda humildade. O voto pertence exclusivamente ao eleitor até o momento em que ele digita na urna e conclui o processo. Considero arrogância quando candidatos fazem bravatas dizendo que já têm centenas de milhares de votos de frente. O eleitorado não aceita que ninguém tente usurpar ou antecipar sua decisão soberana”, afirmou Rui Costa, em referência a discursos de lideranças da oposição que previam vantagens expressivas na capital.
Além da conjuntura local, o postulante apresentou uma avaliação estrutural sobre os impactos das novas tecnologias na dinâmica democrática contemporânea. Segundo Rui, o predomínio de algoritmos e formatos audiovisuais instantâneos tem reduzido o espaço para a formulação programática.
“O advento dos smartphones e das redes digitais intensificou a polarização e reduziu a densidade do debate no mundo inteiro. Quando um vídeo de um minuto e meio passa a ser considerado longo e tudo precisa ser sintetizado em 30 ou 40 segundos para gerar engajamento, temos um empobrecimento evidente da política de ideias. Cria-se um cenário em que a narrativa e o rótulo acabam pesando mais do que o mérito das propostas, um desafio global que a sociedade precisará enfrentar”, concluiu o candidato.