Presidente do tribunal e equipe de tecnologia explicaram que pausa obrigatória após digitação é mecanismo do TSE para permitir conferência de foto e combater desinformação.
Em esclarecimento formal prestado durante a coletiva de encerramento do primeiro turno, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, desembargador Maurício Kertzman Szporer, e técnicos da área de Tecnologia da Informação do órgão desmistificaram boatos que circularam sobre a necessidade de confirmar votos repetidas vezes na urna eletrônica.
Diante do questionamento de que eleitores teriam estranhado o tempo de resposta do teclado, o presidente explicou a estrutura do processo. “A votação envolve seis cargos e exige a validação individual de cada um deles, com seis confirmações sucessivas. Isso não constitui falha, mas sim uma salvaguarda elementar de transparência para que nenhuma escolha seja computada sem o consentimento deliberado do cidadão”, enfatizou Kertzman.
A equipe técnica de sistemas do tribunal complementou a explicação detalhando a função do temporizador implantado pela Justiça Eleitoral.
“O sistema conta com uma trava de tempo programada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Antigamente, eleitores digitavam e pressionavam a tecla verde instantaneamente, sem tempo hábil de checar a tela. O temporizador exige uma breve pausa de um segundo para que a foto do candidato seja visualizada com clareza. Se o votante apertar a tecla antes da exibição, o sistema solicita uma nova confirmação. Trata-se de um recurso de proteção ao próprio eleitor e não há qualquer registro de anomalia no funcionamento dos sistemas”, informou o setor técnico da Corte, sendo chancelado pelo presidente.