Desembargador Maurício Kertzman Szporer afirmou que planejamento do tribunal transcorreu com êxito e que índice de substituição de equipamentos ficou abaixo do esperado.
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, desembargador Maurício Kertzman Szporer, avaliou com dados consolidados a logística de votação e o tempo de espera dos cidadãos baianos nas seções eleitorais. O magistrado rechaçou falhas no planejamento estrutural da Justiça Eleitoral e apontou que as filas registradas em determinados locais são inerentes ao próprio formato do escrutínio.
“Não identificamos nenhuma falha estrutural de planejamento. A distribuição é uniforme, com cerca de 400 eleitores por urna. Em muitos locais o fluxo foi rápido, enquanto em outros houve filas maiores por características próprias de eleitores que demoram mais na cabine. Trata-se de uma eleição geral com seis cargos e dois senadores que ocorre apenas a cada oito anos, sendo naturalmente mais demorada”, explicou Kertzman.
O desembargador destacou ainda o baixíssimo percentual de falhas mecânicas ou eletrônicas nas seções. “De mais de 37 mil urnas eletrônicas instaladas na Bahia, apenas 133 precisaram ser substituídas por equipamentos de contingência. É um número estatisticamente muito pequeno diante da dimensão da Bahia, embora pontualmente, onde houve a troca, a votação tenha começado com atraso e gerado reflexos na fila”, concluiu.