O ex-ministro da Cidadania e pré-candidato ao Senado, João Roma (PL), voltou a criticar a política de segurança pública adotada pelos governos petistas na Bahia e afirmou que o estado vive uma escalada da violência que afeta diretamente a população e setores estratégicos da economia.
As declarações foram feitas nesta terça-feira (2), durante agenda em Salvador ao lado do ex-prefeito da capital e pré-candidato ao governo baiano, ACM Neto (União Brasil).
Ao comentar posicionamentos de integrantes do governo estadual, Roma acusou lideranças ligadas ao PT de relativizar a atuação das facções criminosas e de não enfrentar o problema com a gravidade necessária.
“Você vê justamente o PT de Rui Costa passando pano na cabeça do crime organizado”, declarou.
Segundo o dirigente do PL, a atuação das organizações criminosas já ultrapassa os limites do estado e passou a ter reflexos em outras regiões do país e até fora do território nacional.
“Isso está saindo das fronteiras do nosso Brasil, não só atacando as nossas famílias, como também interferindo até em outros países”, afirmou.
Roma também cobrou medidas mais efetivas por parte do governo estadual e defendeu maior suporte às forças de segurança que atuam no combate à criminalidade.
“É lamentável ver um governo que não toma providência, não dá respaldo para que nossos policiais possam trabalhar e não sente a dor dessas famílias”, disse.
O ex-ministro avaliou ainda que o cenário da violência tem provocado prejuízos à imagem da Bahia, incluindo impactos sobre a atividade turística, um dos principais motores da economia estadual.
“A Bahia hoje, infelizmente, está sendo um retrato negativo e muitas pessoas no Brasil têm comentado. Até o brilho do turismo ficou para trás porque a questão da segurança pública está saltando aos olhos”, declarou.
Ao encerrar a entrevista, Roma afirmou que o debate sobre segurança pública precisa ser tratado de forma técnica e responsável, com foco na apresentação de soluções para reduzir os índices de violência.
“Não é uma partida de futebol. Precisamos tratar essa questão com muita responsabilidade e oferecer respostas para melhorar o dia a dia do povo baiano”, concluiu.
