Fábio Luís Morau detalhou o plano da Força Aérea Brasileira para dominar tecnologias emergentes e impulsionar a Base Industrial de Defesa no país.
Durante o 1º Encontro de Inovação Aeroespacial (INOVAERO), realizado na Base Aérea de Salvador nesta sexta-feira (12), o Major-Brigadeiro do Ar Fábio Luís Morau, do Comando da Aeronáutica, apresentou a visão estratégica da corporação para o desenvolvimento de tecnologias emergentes. O destaque da palestra foi o incentivo à produção de sistemas aéreos autônomos, os drones, com domínio tecnológico totalmente brasileiro.
“O Brasil pode ter uma força de drones com tecnologia 100% brasileira, dominando o desenvolvimento e a produção de tecnologias emergentes? Por meio do Inovaero, nós estamos construindo a resposta dessa pergunta de maneira sinérgica com a indústria, com a academia e com o governo”, questionou e respondeu o oficial, reforçando a importância do Parque Industrial Tecnológico Aeroespacial da Bahia (PITA-BA) nesse ecossistema.
O militar destacou que a modernização da Força Aérea vai além da aquisição de equipamentos e passa pela governança e autonomia. “Desde a sua origem a Força Aérea Brasileira foi forjada pela necessidade de dominar tecnologias e não apenas operá-las. O nosso intuito é que essas tecnologias, essas capacidades nasçam dentro do nosso país, pra que nós possamos dominá-las”, afirmou Morau. Como prova desse avanço, ele anunciou a abertura de reuniões para uma “encomenda tecnológica” de equipamentos remotamente pilotados, visando gerar demanda imediata para a indústria nacional.
