Deputado tucano reitera caráter democrático do partido, classifica aliança do presidente da Câmara de Salvador como “posição individual” e afasta rumores de expulsão.
A postura política do presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz, ao apoiar o governador da Bahia reeleito, Jerônimo Rodrigues (PT), não resultará em punições severas ou perseguição interna no PSDB. A garantia foi dada pelo deputado estadual reeleito Tiago Correia (PSDB) durante entrevista ao vivo no programa Boa Tarde, Band, da Band Bahia, nesta quarta-feira (28).
Correia destacou que o respeito às divergências faz parte da tradição democrática do PSDB, diferentemente de legendas que adotam medidas punitivas radicais contra seus filiados.
“O PSDB sempre foi um partido muito democrático e aceita que seus membros tragam suas ideias. O apoio de Carlos Muniz a Jerônimo é um direito dele, uma posição individual. Não é por isso que a gente vai perseguir o presidente”, afirmou o parlamentar.
Independência x Diretriz partidária
O deputado frisou que, apesar de a legenda ter seguido um caminho oficial oposto nas eleições, a autonomia de Muniz foi respeitada dentro dos limites estatutários da sigla.
“O PSDB segue num sentido, mas Muniz teve a independência de manifestar seus entendimentos. Existem partidos com regras fixas que expulsam, mas no PSDB, dentro dos limites das nossas regras, aceitamos determinados comportamentos. Ele seguiu tranquilo em sua decisão”, pontuou Correia.