O Tucano afirmou que vereadores não atingiram o número mínimo de assinaturas exigido pelo regimento e classificou a movimentação como “espuma política”.
O deputado estadual reeleito Tiago Correia (PSDB) usou tons duros para classificar as investidas da oposição na Câmara Municipal de Salvador sobre a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CE) para investigar a frota de ônibus no dia das eleições. Em entrevista nesta quarta-feira ao programa Boa Tarde, Band, da Band Bahia, o parlamentar afirmou que o anúncio de abertura do procedimento não passa de “informação falsa e jogo para a imprensa”.
Segundo Correia, que já cumpriu dois mandatos como vereador na capital, o regimento interno da Câmara exige no mínimo 14 assinaturas para que o pedido de CE possa ser protocolado e analisado. Contudo, o grupo oposicionista obteve apenas 10 adesões.
“Acho até uma piada, até engraçado. Eles não podem entregar o pedido antes de alcançar as assinaturas necessárias, e essas assinaturas não existem. Tem que estudar melhor o regimento interno da Casa. O que estão fazendo é jogar para a imprensa e tentar confundir a cabeça do eleitor com informações nebulosas”, disparou o deputado.
Sem prejuízo aos eleitores
Além de contestar a validade regimental do pedido, Tiago Correia rebatia os argumentos de que a circulação de ônibus no dia do pleito teria prejudicado o comparecimento da população. Ele ressaltou que os dados oficiais da Justiça Eleitoral apontam um movimento oposto na capital baiana.
“No final do dia, quando analisamos a votação de Salvador, vemos que não houve prejuízo. Houve aumento no número de votantes e diminuição da abstenção. O relatório no final do dia mostra que os eleitores chegaram às urnas. É mais uma espuma da oposição”, pontuou.
O parlamentar também questionou a postura dos adversários em relação ao transporte na Região Metropolitana, de responsabilidade do governo estadual via Agerba.
“Vimos ônibus parados na Região Metropolitana, que é administrada pelo Governo do Estado, e a oposição não falou nada. Querem criar narrativa onde não há respaldo factual nem regimental”, concluiu Correia.