Prefeito de Salvador rebatia declarações do governador Jerônimo Rodrigues, afirmou que o empreendimento não possui licenças da Marinha, SPU e órgão ambiental, e negou omissão da Prefeitura na liberação de documentos.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB), fez graves revelações sobre o estágio real das licenças e projetos da Ponte Salvador-Itaparica. Em entrevista concedida na saída da plenária do projeto “Sua Voz é Nossa Voz”, no bairro do Cabula, na noite desta segunda-feira (27), o gestor soteropolitano desmentiu que as obras estejam “a todo vapor” e revelou que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) rejeitou a proposta apresentada pelo Governo do Estado.
Segundo Bruno Reis, a gestão estadual tenta transferir para o município uma responsabilidade que é do próprio Executivo baiano e de órgãos federais. “Nada! Semana passada o órgão federal do IPHAN rejeitou o projeto. Só pode dar entrada na prefeitura depois que tiver IPHAN, SPU — porque o espelho d’água é patrimônio da União —, a aprovação da Marinha e a licença ambiental. Nem sequer projeto executivo eles têm! Cadê o projeto? Não tem por que cobrar da prefeitura se não preencheram os requisitos mínimos. Eles não têm a documentação”, afirmou o prefeito.
O chefe do Executivo municipal pontuou que o Ministério Público também instaurou procedimento para acompanhar as pendências ambientais da travessia. Para Bruno Reis, a falta de documentação comprova a ausência de planejamento do Governo do Estado ao longo dos anos, resultando no atraso sucessivo do projeto.