Governador da Bahia argumentou que o estado ocupa a 16ª posição nacional em arrecadação e destacou que até deputados oposicionistas votaram a favor dos pedidos de crédito.
Confrontado sobre o volume de operações de crédito contratadas por sua gestão — apontado pela oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) em R$ 32,2 bilhões —, o governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) defendeu o endividamento do Estado como mecanismo indispensável de investimento. A declaração foi dada durante sabatina na TV Aratu, conduzida pelo jornalista Pablo Reis.
Jerônimo rebateu o risco de comprometimento das contas públicas futuras alegando que a Bahia ostenta elevada nota de Capacidade de Pagamento (Capag) emitida pelo Governo Federal. “Nós temos a situação nossa de capacidade de pagamento, que quem avalia é o Ministério da Economia ou da Fazenda, colocando a gente em boa condições da saúde financeira entre os estados. Nós estamos entre os primeiros na condição avaliativa de capacidade de pagamento”, sustentou.
Ao ponderar que a Bahia é o 16º estado em arrecadação no ranking nacional, o chefe do Executivo baiano pontuou que o orçamento próprio é insuficiente para sustentar obras de grande porte. “Entre os 27 estados, a Bahia se coloca na 16ª posição de arrecadação. Não tem como a gente governar, fazer investimentos, sem que a gente recorra a empréstimo. Como temos boa capacidade de pagamento, acaba favorecendo naturalmente a rapidez disso”, completou.
O petista ainda lembrou que os projetos enviados ao Legislativo passam pelo detalhamento dos secretários Manoel Vitório (Fazenda) e Cláudio Peixoto (Planejamento), ressaltando a articulação política na Casa. “Tenho muita tranquilidade, agradeço à Assembleia Legislativa, inclusive muitas das votações dessas aí, a própria oposição fez parte de uma aprovação”, pontuou.