Governador da Bahia destacou que o plano de saúde estadual atende 500 mil vidas e ponderou que a falta de clínicas no interior é o maior obstáculo para a expansão da rede credenciada.
Durante sabatina promovida pela TV Aratu, em Salvador, o governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) revelou ter determinado à Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb) a realização de um estudo para adaptar as regras do Planserv às especificidades dos profissionais da segurança pública. A declaração foi dada em resposta aos questionamentos apresentados pelo apresentador Marcelo Castro.
Jerônimo defendeu a estrutura atual do plano de assistência à saúde dos servidores estaduais, classificando-o como o maior do país na categoria pública. “O Planserv hoje suporta uma carga de meio milhão de servidores, entre os servidores e os seus dependentes. Para suportar uma demanda de 500 mil pessoas, realmente é um plano que tem sucesso e já mostrou que é bom. É claro que a gente sempre precisa melhorar”, afirmou o gestor.
Ao tratar diretamente das demandas das forças policiais, o chefe do Executivo baiano apontou que a vulnerabilidade inerente à profissão justifica um modelo diferenciado de atendimento. “Eu encomendei à Saeb, que é quem coordena o Planserv, se nós temos condições de fazermos uma adaptação ao plano para melhor atender, principalmente, aos servidores públicos da área de segurança pública, até por conta do risco e da condição de trabalho deles”, pontuou.
O governador ressaltou, contudo, que a principal limitação para a ampliação do Planserv não reside no aporte financeiro do governo — que subsidia parcela expressiva das mensalidades —, mas na escassez de infraestrutura médica em municípios do interior baiano. Segundo ele, enquanto grandes polos como Feira de Santana, Vitória da Conquista e Juazeiro possuem rede privada estruturada para contratualização, regiões desprovidas de hospitais e clínicas privada