Salvador, 25/08/2026 17:51

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“Não sou senador chapa branca”, dispara Angelo Coronel sobre relação com Planalto

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Candidato à reeleição pelo Republicanos, o senador Angelo Coronel afirmou que não aceitará uma postura de submissão do Congresso Nacional ao governo federal caso permaneça no Senado a partir de 2027. Em tom crítico, o parlamentar rejeitou a ideia de que o Legislativo funcione como um “puxadinho” do Poder Executivo.

“Eu não sou senador chapa branca. Eu não sou senador que está lá para obedecer todas as vontades do poder que está de plantão, ou seja, do presidente de plantão”, afirmou Coronel em entrevista ao projeto Prisma, do Bahia Notícias.

Segundo o senador, a independência entre os Poderes precisa ser preservada para garantir a representação popular prevista na Constituição Federal. Ele destacou que o Congresso é formado por representantes eleitos para defender os interesses da população e dos estados.

“O poder que representa o povo é o Poder Legislativo. É o Congresso Nacional que representa o povo no Brasil, que representa os estados. A Câmara representa o povo e o Senado representa os estados”, declarou.

“Não vou aceitar”

Coronel criticou presidentes da República que, segundo ele, tratam o Congresso como uma extensão do Executivo e afirmou que não pretende compactuar com esse tipo de relação.

“Tem presidente da República que acha que o Senado tem que ser um puxadinho, que a Câmara dos Deputados tem que ser um puxadinho. Eu, por exemplo, enquanto estiver lá, não vou aceitar, em hipótese alguma, que o Senado da República vire puxadinho do Poder Executivo”, afirmou.

O senador também defendeu a harmonia entre os Poderes, mas ressaltou que isso não significa submissão. Para ele, Executivo e Legislativo precisam exercer suas funções de maneira independente.

“Não sou submisso”

Coronel ainda reconheceu que recebeu apoio de integrantes do grupo político que atualmente ocupa o governo, mas afirmou que isso não significa que tenha de seguir orientações ou interesses dessas lideranças.

“Eu nunca fiz isso durante os meus sete anos de mandato. Eu sempre tive posições claras, mesmo tendo sido eleito com a ajuda de membros do poder que está hoje”, afirmou.

O parlamentar disse reconhecer a importância dos aliados que contribuíram para sua eleição, mas rejeitou a ideia de que o apoio recebido gere uma obrigação de fidelidade política.

“Eu não vou negar, porque eu não me elegi sozinho. Muitos me ajudaram a chegar onde eu cheguei. Mas não é porque me ajudaram que eu tenho que ser submisso, subalterno a essas pessoas”, concluiu.

Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política nos portais bahia.ba e Política Ao Ponto.

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