Petista relembrou a nomeação de familiares do chefe do Escritório do Crime no gabinete de Flávio Bolsonaro e citou a compra de imóvel de luxo em Brasília
Ainda durante a conversa com a imprensa no pátio do Colégio Luiz Viana, Rui Costa criticou o perfil ético e patrimonial do senador Flávio Bolsonaro (PL). O ministro contrapôs o discurso moralista de apoiadores do parlamentar com episódios investigados pelas autoridades policiais e pelo Ministério Público.
Rui destacou as conexões do candidato com milicianos no Rio de Janeiro e a aquisição de bens de alto valor:
“Gente, nós estamos falando de alguém que se dizia a alto e bom som, sem fazer segredo, o melhor amigo de Adriano da Nóbrega. A mãe e a irmã de Adriano da Nóbrega eram nomeadas no gabinete dele. Quem é Adriano da Nóbrega? O maior assassino do Rio de Janeiro, que assassinava pessoas por encomenda, chefe do Escritório do Crime. Isso só deveria ser suficiente para esse cidadão não ter nenhum voto no Brasil. Do mesmo jeito, a mesma pessoa que reclama de corrupção vota em alguém que comprou uma mansão de R$ 10 milhões de reais à vista, sem dizer de onde veio o dinheiro, e que pediu R$ 140 milhões a Vorcaro participando de orgia no Lago Paranoá. Uma promiscuidade ética”.
O dirigente petista pontuou que a polarização eleitoral não deve encobrir o histórico de conduta dos postulantes à Presidência da República.