Para o ex-governador baiano, mobilização espontânea nas capitais superou as estruturas partidárias e refletiu a tomada de consciência do eleitorado diante dos riscos do pleito
A erupção de marchas e caminhadas multitudinárias nas principais capitais do país durante a reta final do segundo turno foi apontada por Rui Costa como o elemento propulsor da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva. Questionado sobre as mobilizações de rua registradas nos últimos dias, o dirigente pontuou que o movimento extrapolou os limites dos comitês eleitorais e ganhou contornos de engajamento popular orgânico.
Ao analisar a adesão pública nas metrópoles, Rui detalhou o impacto das manifestações pelo país:
“A marca do segundo turno foi que a população, os jovens, o povo em geral tomou para si a campanha. A campanha deixou de ser da coordenação da campanha do Lula e passou a ser do povão. Aquelas manifestações, ontem mesmo em São Paulo, se a anterior já tinha sido gigante, a de ontem conseguiu ser ainda maior. Nunca em São Paulo houve uma manifestação político-partidária e eleitoral desse tamanho, como no Rio de Janeiro também”, frisou.
O petista relatou sua própria experiência recente em comícios no Sul do país:
“Isso significa que a sociedade acordou para o risco que o Brasil corre e foi para as ruas. Eu fui para Porto Alegre e todos de lá diziam que nunca na história da cidade tinham visto uma manifestação com tanta gente na rua como tinha lá. Em todo canto do Brasil a população tomou a campanha para si, e eu acredito que isso vai fazer a diferença no dia de hoje”, completou Rui Costa.