Candidato ao Senado esclareceu que estado não regula crédito consignado e afirmou que 90% dos servidores estaduais nunca tomaram empréstimos na instituição.
Questionado sobre o decreto estadual de 2022 envolvendo o cartão Credicesta e o Banco Master, o candidato ao Senado Rui Costa (PT) classificou as acusações de restrição à portabilidade financeira como falsas durante sabatina na TV Aratu.
Rui explicou a diferença jurídica entre limite de compras e crédito consignado no funcionalismo público. “Primeiro que nós vendemos a Cesta do Povo. A Cesta do Povo tinha um cartão que nunca foi crédito consignado, e a legislação simplesmente não permite aos estados regular sobre consignado; quem regula é o Banco Central e o governo federal. Nenhum governador poderia baixar decreto regulando crédito consignado, isso é uma inverdade”, declarou.
O petista relembrou o histórico da margem comercial vinculada à antiga rede estatal de supermercados. “O que tinha ali era uma margem de compra na Cesta do Povo que começou a querer ser utilizada para consignado. Nós baixamos o decreto dizendo: essa margem não é para crédito consignado, essa margem é para compra. Foi isso que nós fizemos”, pontuou.
O ex-governador também apresentou dados sobre a distribuição da carteira financeira entre os servidores baianos. “Na Bahia, quem sempre liderou o consignado para servidor público foi o Banco do Brasil, que sempre teve mais de 30% de todos os empréstimos. O Banco Master nunca passou de 10% do consignado. Noventa por cento dos servidores nunca tomaram crédito no Banco Master, sempre tomaram no Banco do Brasil e em outros bancos”, concluiu.