Em entrevista ao BNews, candidato desmistificou suposta perda em Santana e destacou encontro com mil vereadores em Salvador.
Ao ser questionado sobre a movimentação política de gestores do interior baiano, o candidato ao Governo do Estado ACM Neto (União Brasil) minimizou o peso da contabilidade de prefeitos no resultado final das urnas. Em participação ao vivo na BNewsTV, o postulante esclareceu que o prefeito de Santana, Zé Raul (MDB), nunca integrou sua base aliada e ressaltou que a força de sua campanha está assentada no contato direto com a população e na aliança com lideranças legislativas municipais.
Neto relembrou marcos da história eleitoral baiana para sustentar que o apoio de máquinas públicas municipais não garante a vitória do grupo governista. “A Bahia já viu isso: em 1986 com Waldir Pires e em 2006, quando Paulo Souto tinha quase 80% de aprovação e o apoio de cerca de 380 prefeitos, mas o eleitor queria mudança e a eleição virou. O número de prefeitos não significa apoio real nas urnas se o gestor não tiver argumento com a população. Hoje, assim como em 2006, o eleitorado quer mudança”, pontuou.
O ex-prefeito da capital enfatizou a capilaridade da mobilização construída com os parlamentos municipais em todo o território baiano. “Os vereadores se tornaram a nossa ponta de lança nos municípios onde não temos o prefeito. Fizemos reuniões expressivas em Salvador e estamos reunindo cerca de mil vereadores de toda a Bahia no Hotel Fiesta, em um movimento espontâneo que fortalece a nossa presença em quase todos os 417 municípios”, afirmou.