Salvador, 01/09/2026 20:04

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Jerônimo critica plano de governo de ACM Neto e reconhece “que tem que enfrentar o tema” da segurança na Bahia

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Durante participação em sabatina na TV Aratu, o governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), rebateu duramente propostas e atitudes do seu adversário político, ACM Neto, além de defender as estatísticas de violência e a atuação do governo estadual no combate ao crime organizado.

Críticas à oposição e planos de governo

Nas suas declarações iniciais, o governador criticou a elaboração do plano de segurança de ACM Neto e questionou a coerência do adversário:

“Foi ele quem trouxe um acusado de crime organizado para poder elaborar o programa de segurança pública dele. Isso é triste. Depois, o programa de governo dele foi feito com inteligência artificial. Nada contra a inteligência artificial, pelo contrário, acho que qualificar e ajudar é melhor. Então, acaba não tendo respaldo. E a sensação é que ele torce contra, porque divulgar alguns dados ou indicadores da boca de um candidato a governo do estado, ele se contradiz.”

Turismo e indicadores nos municípios

Jerônimo rebateu os dados de violência ressaltando o destaque do estado no setor turístico e indicando queda nos índices de criminalidade em cidades citadas:

“Nós temos hoje o estado da Bahia como o estado que mais recepciona turistas como porta de entrada de turistas estrangeiros. Se tivéssemos essa fotografia, nós não teríamos a Bahia como porta de entrada. Os turistas acreditam na qualidade de vida e nas condições de segurança nossa. Do Nordeste, somos o estado que mais concorremos com o Rio e São Paulo por conta do turismo de negócios.”

“Os municípios apontados aí têm indicadores caindo nesses cinco municípios. É uma comparação muito difícil de ser feita quando se compara a segurança pública de hoje com a de 20 anos atrás. Eu nasci e sou do interior, sei como brincávamos na rua 20 anos atrás e não tinha polícia.”

Enfrentamento ao crime e atuação conjunta

Questionado se o crime estaria mais organizado do que o Estado, o governador negou categoricamente e defendeu a necessidade de uma abordagem nacional e integrada:

“O Estado é forte. Houve uma situação que precisamos recompor com inteligência, câmeras de reconhecimento facial e inteligência forte para antecipar operações. Realizamos de 8 a 15 operações diárias apreendendo armas, drogas e criminosos. O meu papel como governador é ficar sentido com a injustiça que se pratica com a Bahia. Não nego que temos que enfrentar o tema, mas a Bahia tem feito o seu papel de casa.”

“Eu não vou trabalhar para que outro estado receba o crime organizado. Temos que ter um conceito de nação. Não adianta eu livrar o povo da Bahia e dizer ‘olha, Goiás, Pernambuco, Sergipe’. Eu tenho o olhar da floresta. Espero que o presidente Lula assuma essa responsabilidade com a criação de um ministério, aumento de orçamento, garantia de inteligência e proteção das fronteiras, além de ocupar o tempo dos jovens com escola em tempo integral e universidade.”

Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política nos portais bahia.ba e Política Ao Ponto.

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